A investigação da infertilidade conjugal deve ser iniciada, ...

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Q3833732 Medicina
A investigação da infertilidade conjugal deve ser iniciada, via de regra, após 12 meses de tentativas de concepção sem sucesso em mulheres com menos de 35 anos. O processo propedêutico básico envolve a avaliação dos fatores masculino, ovulatório, tubário e uterino. Sobre os exames complementares utilizados nessa investigação inicial, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na investigação inicial da infertilidade, a hierarquia propedêutica básica favorece a histerossalpingografia para avaliar permeabilidade tubária e cavidade uterina; por isso, a alternativa C é a correta, enquanto laparoscopia não é primeira linha universal, o teste pós-coital não é obrigatório, a progesterona confirma ovulação na fase lútea média e a contagem de folículos antrais é feita por ultrassonografia transvaginal.

Tema central: Investigação inicial da infertilidade
Análise das alternativas
A
Errada
O erro é atribuir ao teste pós-coital caráter obrigatório e papel fundamental na definição terapêutica. Pela base, o teste de Huhner perdeu espaço por baixa reprodutibilidade e utilidade clínica limitada, não compondo exame obrigatório da propedêutica básica moderna.
B
Errada
A videolaparoscopia diagnóstica não é exame inicial para todas as pacientes inférteis. O confronto decisivo aqui é a hierarquia dos métodos: na investigação básica, priorizam-se exames menos invasivos; a laparoscopia fica reservada a casos selecionados, como suspeita de endometriose, dor pélvica, aderências ou achados prévios sugestivos. Indicar esse método de forma universal no início é tecnicamente inadequado por expor desnecessariamente a procedimento invasivo.
C
Certa
A histerossalpingografia é o exame complementar inicial mais utilizado para estudar a permeabilidade tubária e delinear a cavidade uterina na propedêutica básica da infertilidade. Por isso, sustenta corretamente a alternativa que a apresenta como método de escolha inicial para identificar obstruções tubárias, hidrossalpinge e alterações de contorno uterino. A base ressalva que, em prova, essa formulação é aceita como correta, embora algumas alterações uterinas ou malformações possam exigir complementação diagnóstica em casos selecionados.
D
Errada
A alternativa erra a temporalidade hormonal. A progesterona é marcador pós-ovulatório e sua utilidade para confirmação bioquímica de ovulação está na fase lútea média, quando deve se elevar após a ovulação. Dosagem na fase folicular não confirma ovulação nem função lútea adequada.
E
Errada
O erro é substituir indevidamente a ultrassonografia transvaginal pela ressonância magnética na avaliação inicial da reserva ovariana. Pela base, a contagem de folículos antrais é feita rotineiramente por ultrassonografia transvaginal; a RM não é exame de primeira linha para esse objetivo.
Pegadinha da questão
A banca misturou exame inicial de triagem com métodos invasivos, obsoletos ou usados no momento errado do ciclo; a chave era reconhecer a HSG como exame inicial do fator tubário e da cavidade uterina.
Dica para questões semelhantes
  • Na infertilidade, diferencie exame inicial de triagem de exame invasivo reservado a casos selecionados.
  • Para fator tubário e cavidade uterina, pense primeiro em histerossalpingografia na propedêutica básica.
  • Se a alternativa usar progesterona para confirmar ovulação, confira se ela foi posicionada na fase lútea média; na fase folicular, está errada.
  • Para contagem de folículos antrais e avaliação morfológica inicial, a primeira linha é a ultrassonografia transvaginal.

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