As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de ...

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Q3833727 Medicina
As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer de colo do útero e de mama visam otimizar a detecção precoce e evitar o sobrediagnóstico, baseando-se em evidências científicas de redução de mortalidade. Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil.

I.O rastreamento do câncer do colo do útero deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a atividade sexual, sendo a periodicidade recomendada a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

II.A mamografia de rastreamento é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, com periodicidade bienal (a cada dois anos), sendo este o método padrão-ouro para redução da mortalidade nessa faixa etária.

III.O exame citopatológico em mulheres virgens não é recomendado, e o rastreamento em gestantes deve seguir a mesma rotina das demais mulheres, sem contraindicação para a coleta na gestação.

IV.A ultrassonografia mamária substitui a mamografia como método de rastreamento primário em mulheres com mamas densas acima de 50 anos, dispensando a realização do exame radiológico.



Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A decisão depende da aderência às diretrizes oficiais do Ministério da Saúde/INCA sobre rastreamento: a assertiva I reproduz o esquema do colo do útero, a II corresponde à mamografia bienal na faixa recomendada e a III está compatível com as orientações oficiais sobre citopatológico em virgens e na gestação; a IV contraria a diretriz porque a ultrassonografia mamária não substitui a mamografia como método primário de rastreamento, o que mantém correta a alternativa A.

Tema central: Rastreamento do câncer de colo do útero e de mama
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque reúne apenas proposições compatíveis com as recomendações oficiais citadas na base. A assertiva I reproduz a diretriz do rastreamento citopatológico do colo do útero em mulheres de 25 a 64 anos com atividade sexual iniciada, com intervalo trienal após dois exames anuais consecutivos normais. A II corresponde à recomendação clássica de mamografia bienal em mulheres de 50 a 69 anos como método de rastreamento populacional. A III também está de acordo com a orientação oficial: o citopatológico não é indicado rotineiramente em mulheres virgens e a gestação não contraindica a coleta quando o rastreamento está indicado. Como a IV é falsa, a combinação correta fica restrita a I, II e III.
B
Errada
Está errada porque inclui a assertiva IV, que contraria a diretriz oficial de detecção precoce do câncer de mama. A ultrassonografia mamária não substitui a mamografia como método primário de rastreamento populacional, inclusive em mamas densas. Além disso, a alternativa exclui a II, que está correta pela recomendação clássica de mamografia bienal entre 50 e 69 anos.
C
Errada
Está errada porque omite a assertiva III, que é verdadeira. Pela orientação oficial usada na base, a ausência de atividade sexual afasta a indicação rotineira do citopatológico, e a gestação não é contraindicação para a coleta quando a mulher está em rotina de rastreamento. Portanto, não basta marcar apenas I e II.
D
Errada
Está errada por dois motivos objetivos: exclui a assertiva I, que reproduz corretamente o esquema clássico do rastreamento do colo uterino, e inclui a assertiva IV, falsa por atribuir à ultrassonografia papel substitutivo que a diretriz não reconhece. Há mistura indevida entre exame complementar e método de rastreamento primário.
E
Errada
Está errada porque deixa de fora a assertiva I, que está de acordo com a diretriz brasileira para rastreamento do câncer do colo do útero: mulheres de 25 a 64 anos com atividade sexual iniciada, com periodicidade trienal apenas após dois exames anuais consecutivos normais. Como I também é verdadeira, a alternativa fica incompleta.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame complementar e rastreamento populacional: mamas densas não autorizam substituir mamografia por ultrassonografia. Também testa se o candidato lembra que o intervalo trienal do citopatológico só vale após dois exames anuais normais e que a gestação não contraindica a coleta.
Dica para questões semelhantes
  • Em rastreamento, confira sempre três eixos da diretriz: população-alvo, periodicidade e método recomendado.
  • No colo do útero, o detalhe decisivo costuma ser: 25 a 64 anos, vida sexual iniciada, e intervalo trienal apenas após dois exames anuais normais.
  • No câncer de mama, diferencie método de rastreamento populacional de exame complementar; ultrassonografia não substitui mamografia.
  • Se a alternativa trouxer gestação como contraindicação automática ao citopatológico, desconfie: isso contraria a rotina oficial descrita na base.

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