Mulher, 28 anos, com doença de Crohn ileocolônica moderada, ...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Tema central: Seguimento de longo prazo na doença de Crohn em remissão clínica e endoscópica sob terapêutica combinada (infliximabe + azatioprina). O foco é manter a remissão e prevenir recaídas por meio de terapia contínua e monitorização objetiva.
Justificativa da alternativa D: Em pacientes com remissão sustentada, a conduta padrão é manter o regime efetivo e realizar monitorização regular com exames laboratoriais (hemograma, TGO/TGP, PCR, calprotectina fecal) e, quando indicado, colonoscopia para vigilância/displasia e avaliação de atividade mucosal. ACG (2021), ECCO/BSG recomendam vigilância endoscópica em DII extensa a partir de ~8 anos do início da doença, com intervalos de 1–3 anos conforme risco; além disso, biomarcadores seriados ajudam a detectar inflamação subclínica. Níveis séricos do infliximabe/anticorpos (therapeutic drug monitoring) são úteis se houver perda de resposta. Manter terapia reduz risco de recaída e complicações. Referências: ACG 2021; ECCO/BSG vigilância; UpToDate.
Análise das alternativas incorretas:
A) Suspender tudo e monitorar clinicamente: Inadequado. A suspensão do anti-TNF/tiopurina cursa com alta taxa de recaída (≈40–60% em 1–2 anos em diversos estudos; p.ex., STORI ao retirar infliximabe). Monitorização apenas clínica perde inflamação subclínica detectável por PCR/calprotectina.
B) Manter terapia e colonoscopia a cada 10 anos: Intervalo de 10 anos é de rastreio populacional, não para DII. Na DII colônica, a vigilância para displasia inicia ~8 anos após o início dos sintomas, com 1–3 anos entre exames conforme extensão/risco (ECCO/BSG). Além disso, precisa de monitorização laboratorial periódica.
C) Reduzir infliximabe e suspender azatioprina: “Desescalonamento” pode ser considerado individualmente, porém não é a conduta mais apropriada padrão. Suspender a tiopurina aumenta risco de anticorpos anti-infliximabe e perda de resposta; reduzir dose sem TDM e marcadores estáveis eleva risco de recaída. Diretrizes sugerem cautela e decisão caso a caso.
E) Otimizar por existirem remédios mais modernos: Trocar por “novidade” sem indicação é inadequado. Em remissão profunda estável, não se muda o que funciona; mudanças podem precipitar perda de resposta ou efeitos adversos.
Dicas de prova: Palavras-chave como “remissão clínica e endoscópica” e “longo prazo” apontam para manutenção da terapia efetiva com monitorização objetiva. Cuidado com pegadinhas: intervalo de 10 anos e “trocar porque há fármacos novos”.
Resumo prático: Manter infliximabe + azatioprina; monitorizar a cada 3–6 meses (hemograma, TGO/TGP, PCR, calprotectina); considerar TDM se necessário; colonoscopia de vigilância conforme risco (geralmente 1–3 anos após 8 anos de doença). Vacinas, rastreio de neoplasias cutâneas/colo uterino e avaliação de TB/hepatites conforme guias.
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