A permanência do recém-nascido na unidade de tratamento inte...

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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: VUNESP - 2020 - EBSERH - Terapeuta Ocupacional |
Q1624059 Terapia Ocupacional
A permanência do recém-nascido na unidade de tratamento intensivo pode dificultar a interação entre mãe e filho, prejudicar o desenvolvimento do apego e ocasionar desordens em seu relacionamento. Em relação ao desenvolvimento das relações de apego entre mãe e seu bebê, são possibilidades de intervenções do terapeuta ocupacional:
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central da questão: A questão aborda as intervenções do terapeuta ocupacional para promover o desenvolvimento do apego entre mãe e bebê durante a permanência do recém-nascido na UTI neonatal. Esse contexto é crítico porque pode dificultar o vínculo afetivo devido à separação física e à estrutura hospitalar.

Resumo teórico: O apego é um processo fundamental no desenvolvimento infantil, envolvendo a formação de um vínculo emocional seguro entre o bebê e seus cuidadores. Segundo Bowlby e as diretrizes do Ministério da Saúde (Brasil, 2015 - Atenção Humanizada ao Recém-Nascido), o contato pele a pele, o toque, o olhar e a comunicação verbal são essenciais para fortalecer esse vínculo, mesmo em situações de internação. O terapeuta ocupacional atua para facilitar oportunidades de interação e orientar os pais sobre formas de cuidar, mesmo no ambiente restritivo da UTI.

Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A destaca ações práticas e baseadas em evidências, como estimular o toque, a conversa, o olhar e a leitura das necessidades do bebê pela mãe. Essas estratégias são centrais para o terapeuta ocupacional, pois estimulam laços afetivos e fortalecem a percepção materna, como recomendado nas práticas humanizadas de cuidado neonatal (MS, 2015).

Análise das alternativas incorretas:

  • B: Refere-se à escuta e apoio psicológico, que são importantes, mas são atribuições do psicólogo e não do terapeuta ocupacional. O uso de "interpretações" e elaboração de luto não é foco essencial do TO na promoção do apego.
  • C: Embora seja relevante incluir o pai e a família, a alternativa se concentra na organização doméstica, não diretamente na formação do vínculo mãe-bebê dentro da UTI.
  • D: Sugerir que procedimentos médicos sejam substituídos por pais pode ser inadequado e inseguro; essa decisão é da equipe multidisciplinar e depende do quadro clínico do bebê.
  • E: Orientar a equipe sobre rotina pode ser uma ação complementar, mas postergar procedimentos médicos para priorizar a interação pode colocar a vida do recém-nascido em risco e não é responsabilidade exclusiva do TO.

Estratégias para acertar questões assim: Foque sempre nas atribuições específicas do terapeuta ocupacional e priorize respostas que favoreçam intervenções diretas no vínculo e na ocupação significativa. Cuidado com alternativas que envolvem funções de outros profissionais ou decisões técnicas de risco.

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estimular a mãe a tocar seu bebê, conversar com ele e olhá-lo no olho, orientando-a quanto ao toque adequado e favorecendo sua percepção das necessidades da criança, além de favorecer a interação e o apego emocional.

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