No contexto de avaliação de crianças que apresentem desorde...

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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: VUNESP - 2020 - EBSERH - Terapeuta Ocupacional |
Q1624056 Terapia Ocupacional
No contexto de avaliação de crianças que apresentem desordens neuromotoras, o terapeuta ocupacional deve
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central da questão: A questão aborda a avaliação de crianças com desordens neuromotoras na Terapia Ocupacional, com ênfase em princípios e procedimentos de abordagem centrada na família e na criança. Trata-se de um tema fundamental, pois envolve não só o diagnóstico funcional, mas também a definição de prioridades e estratégias de intervenção colaborativas e humanizadas.

Resumo teórico: A atuação do terapeuta ocupacional com crianças que apresentam desordens neuromotoras requer uma avaliação baseada em evidências, considerando as capacidades, dificuldades e contexto familiar. Os princípios da abordagem centrada na família (Diretrizes da ABRATO e do Ministério da Saúde) recomendam a participação ativa da família e da criança no processo de avaliação e intervenção, reconhecendo-os como protagonistas no cuidado e na definição dos objetivos terapêuticos (Manual sobre Cuidados na Atenção à Pessoa com Deficiência, MS, 2012).

Justificativa da alternativa correta (D): Validar a participação da família e da própria criança é essencial para garantir que o processo terapêutico seja alinhado às demandas reais do cotidiano. Esse envolvimento aumenta a efetividade das intervenções e a satisfação dos envolvidos, de acordo com as diretrizes atuais da prática baseada em evidências. Portanto, a alternativa D está correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Inverte conceitos das abordagens bottom-up e top-down. Na top-down o foco é no desempenho ocupacional e nas necessidades do paciente, e não apenas em padrões.
  • B: Limita-se às dificuldades, desconsiderando a importância das potencialidades e do contexto familiar para estabelecer prioridades.
  • C: Valoriza apenas a observação em consultório e adaptações feitas pelo terapeuta, sem considerar o protagonismo da família.
  • E: Foca apenas na comparação com o desenvolvimento típico, sem considerar a individualidade e a participação ativa da família e da criança.

Estratégias de interpretação: Procure palavras-chave como “participação”, “família”, “essencial”. Desconfie de alternativas que excluem o papel ativo do paciente/família ou que se prendem só ao desempenho observado em consultório.

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