Na atenção às situações de crise em saúde mental, o reconhe...

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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: VUNESP - 2020 - EBSERH - Terapeuta Ocupacional |
Q1624054 Terapia Ocupacional
Na atenção às situações de crise em saúde mental, o reconhecimento da necessidade de atenção intensiva e contínua e a recusa dos diferentes modos de desresponsabilização dos serviços, colocam como desafio para os novos serviços de saúde mental:
Alternativas

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Alternativa correta: B - a produção de uma atenção 24 horas radicalmente distinta da internação no hospital psiquiátrico.

Tema central da questão: A questão aborda a atenção à crise em saúde mental dentro do contexto da Reforma Psiquiátrica Brasileira e do modelo de Reabilitação Psicossocial. O desafio é repensar o cuidado em situações de crise, considerando a desinstitucionalização e a criação de alternativas à internação hospitalar tradicional.

Resumo teórico: Desde a década de 1990, o Brasil vem implementando uma mudança de paradigma na saúde mental. O foco passou do modelo asilar (hospital psiquiátrico) para um modelo territorializado, comunitário e centrado na pessoa. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) desempenham papel central, oferecendo atenção 24h, acolhimento em situações de crise e evitando internações desnecessárias (Lei 10.216/2001, Portaria GM/MS 336/2002).

Justificativa da alternativa correta (B): O CAPS III e outros serviços substitutivos oferecem atenção contínua e intensiva, inclusive em regime de 24 horas para pessoas em crise. Essa assistência é radicalmente diferente da antiga internação psiquiátrica, pois é voltada à reabilitação, à convivência social e ao respeito aos direitos humanos. Portanto, a resposta correta é a alternativa B.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Encaminhar crises à segurança pública contraria os princípios do cuidado em saúde mental. A responsabilidade é da saúde, não da polícia.
  • C: Hospitais ou enfermarias especializadas perpetuam o modelo hospitalocêntrico, indo na contramão da Reforma Psiquiátrica.
  • D: Profissionalizar o cuidado sem corresponsabilização da equipe e comunidade contraria o trabalho em equipe interdisciplinar e a lógica do cuidado compartilhado.
  • E: Flexibilizar internações em hospitais psiquiátricos reforça práticas antigas e não garante a reabilitação psicossocial.

Dica de interpretação: Atenção às expressões como “radicalmente distinta”, “atenção 24 horas” e “desresponsabilização dos serviços”, pois indicam o vínculo do cuidado territorial e comunitário e afastam o modelo hospitalar tradicional.

Fontes: Lei 10.216/2001; Portaria GM/MS 336/2002; Manual CAPS – MS, 2004.

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