A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no ...

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Q2302364 Medicina
A ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no esôfago são comuns na prática clínica. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
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Tema central: A questão aborda a ingestão de corpos estranhos e a impactação alimentar no esôfago, situações recorrentes na prática clínica, principalmente em pediatria. O manejo correto depende do tipo de objeto, sua localização e sintomas apresentados pelo paciente.

Alternativa INCORRETA: B

Justificativa: Baterias que alcançam o estômago não precisam ser retiradas imediatamente em todos os casos. Conforme o Manual "Ingestão de Corpos Estranhos" da SBP: “Baterias que alcançam o estômago podem ser observadas em até 48 horas, com indicação de remoção em crianças menores de 5 anos, de baterias com 20 mm ou maiores ou em caso de alterações gastrintestinais.” Portanto, a remoção imediata é restrita a situações específicas, como a presença de sintomas, crianças pequenas (<5 anos) e baterias de grande diâmetro (≥20 mm).

Análise das demais alternativas:

A) Correta. Moedas e objetos esféricos são, de fato, os corpos estranhos mais comuns em pediatria. Crianças apresentam maior incidência devido à curiosidade e maior exposição acidental.

C) Correta. O tratamento cirúrgico é preferido em casos de body packers (traficantes de drogas). O risco de ruptura e overdose fatal torna a abordagem endoscópica contraindicação absoluta, conforme orientam as diretrizes toxicológicas e cirúrgicas.

D) Correta. Objetos cortantes ou pontiagudos (ex: ossos de galinha) têm indicação de retirada por endoscopia nas primeiras horas (<6 horas), minimizando risco de perfuração ou hemorragia, segundo protocolos endoscópicos e gastroenterológicos.

Estratégia de prova: Atenção à generalização inadequada em alternativas: recomendações são individualizadas conforme idade, sintomas e tipo de objeto. Palavras como “sempre” ou “imediatamente” devem ser analisadas criticamente. Lembre-se de consultar diretrizes oficiais (SBP, SOBED, protocolos do Ministério da Saúde).

Síntese: A alternativa B está errada por propor conduta universal sem respaldo em diretriz. As demais abordam corretamente os procedimentos padrão baseados na melhor evidência e protocolos nacionais.

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A alternativa B é INCORRETA porque as baterias que alcançam o estômago geralmente não necessitam de remoção imediata se o paciente estiver assintomático. Em muitos casos, as baterias podem passar pelo trato gastrointestinal e serem excretadas nas fezes sem causar dano. A remoção imediata é geralmente indicada se a bateria ficar alojada no esôfago, onde pode causar danos graves devido à corrosão e liberação de substâncias químicas. No estômago, a vigilância é recomendada, podendo ser necessária a remoção se a bateria não progredir no trato gastrointestinal ou se surgirem sinais de complicação. A intervenção imediata é crítica quando há evidência de perfuração ou se há sinais clínicos de toxicidade ou obstrução. Portanto, a assertiva B é falsa ao declarar que as baterias no estômago devem ser removidas imediatamente, independentemente de sintomas ou sinais de complicações. Em contraste, as outras alternativas descrevem adequadamente o manejo comum dos corpos estranhos ingeridos e suas implicações clínicas, como o maior risco em crianças (A), o manejo cirúrgico para corpo estranho contendo drogas devido ao risco de ruptura (C) e a possibilidade de retirada endoscópica de objetos cortantes ou pontiagudos dentro de um período inicial (D).

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