Durante a fase intermediária do desenvolvimento clínico de u...
Considerando os critérios regulatórios e éticos aplicáveis, qual fator apresenta maior relevância na decisão pelo avanço para a próxima fase do desenvolvimento clínico?
Gabarito comentado
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Tema central: decisão regulatória/ética para avançar de fase II para fase III em vacina contra arboviroses. O ponto-chave é a análise integrada do risco-benefício, combinando imunogenicidade (resposta humoral adequada) e segurança (perfil de eventos adversos), conforme boas práticas clínicas e guias para vacinas.
Alternativa correta: B – Análise integrada do perfil risco-benefício
É o critério de maior peso para a transição à fase III. Com imunogenicidade adequada e eventos adversos moderados em ~20%, a decisão exige ponderar: gravidade, duração, reversibilidade, e a relação com o benefício esperado de prevenir doença por arbovírus (ex.: dengue, zika). Reguladores e comitês de ética exigem evidência de benefício potencial que supere os riscos antes de expor amostras maiores. Referências: OMS/WHO – Guidelines for clinical evaluation of vaccines; FDA/EMA – Clinical evaluation of vaccines; ICH E6(R2) GCP; CIOMS; ANVISA (Boas Práticas Clínicas). A decisão é suportada por comitês independentes (DSMB), desfechos imunológicos (p.ex., títulos neutralizantes) e monitoramento de segurança.
Estratégia de prova: quando o enunciado pede o que tem “maior relevância” sob “critérios regulatórios e éticos”, escolha a opção que integra eficácia potencial e segurança, não itens operacionais ou de mercado.
Por que as demais estão incorretas?
A – “Taxa de reações locais autolimitadas” é um subconjunto do perfil de segurança. Importa, mas não substitui a visão global de risco-benefício (inclui sistêmicas, gravidade, SAEs, AESIs).
C – Existência de concorrentes em fase similar é irrelevante para a ética e a regulação; pode influenciar estratégia de mercado, mas não decide avanço de fase (WHO/FDA/EMA não usam “concorrência” como critério).
D – Orçamento garante viabilidade operacional, porém a autorização para fase III requer aceitabilidade risco-benefício. Sem isso, mesmo com recursos, não se avança (GCP/ANVISA/CEPs).
E – Adesão ao protocolo melhora a qualidade dos dados, mas é critério metodológico. Isoladamente, não define avanço; a decisão permanece centrada no risco-benefício.
Resumo para memorizar: Avançar para fase III = imunogenicidade suficiente + segurança aceitável + análise integrada risco-benefício avaliada por equipe, CEP/IRB e reguladores (WHO, ICH E6, FDA/EMA, ANVISA).
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