A participação do terapeuta ocupacional no cuidado ao pacie...

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Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: EBSERH Prova: VUNESP - 2020 - EBSERH - Terapeuta Ocupacional |
Q1624050 Terapia Ocupacional
A participação do terapeuta ocupacional no cuidado ao paciente crítico vítima de queimaduras em hospitalização vem sendo cada vez mais reconhecida e requisitada. Uma vez que a sobrevivência do paciente tenha sido assegurada, a reabilitação já deve ser iniciada e pode ser dividida em quatro fases: a fase aguda, pós-acidente; a fase intermediária, após estabilização das condições clínicas do paciente; a fase de recuperação, que representa a preparação para o pós-alta; e a fase de ressocialização, que implica no acompanhamento ambulatorial. Leia as possíveis práticas da Terapia Ocupacional listadas a seguir e assinale a alternativa que corretamente as correlaciona com a respectiva fase do tratamento.
I. elaboração de programa de tratamento com atividades para restauração da funcionalidade. II. correção postural, que consiste em instalar o paciente com os segmentos corporais lesados em oposição às linhas de contraturas potenciais. III. deambulação, que auxilia na nutrição da pele e reduz os riscos de úlcera de pressão. IV. atenção aos aspectos subjetivos e emocionais do paciente, momento no qual ficam mais evidentes as preocupações e angústias referentes ao desfiguramento e/ou perda de função.
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central da questão: A questão trata da atuação do terapeuta ocupacional nas diferentes fases do cuidado ao paciente queimado hospitalizado. Isso exige entender como as intervenções mudam conforme a evolução clínica e os objetivos da reabilitação.

Resumo teórico: O tratamento do paciente queimado é dividido em quatro fases:

  • Fase aguda: Imediatamente após o acidente; foco em prevenção de complicações, como contraturas e deformidades.
  • Fase intermediária: Após estabilização clínica; objetivo em iniciar mobilização e deambulação.
  • Fase de recuperação: Preparação para alta; ênfase em apoio emocional, enfrentamento do desfiguramento e reintegração das funções.
  • Fase de ressocialização: Acompanhamento ambulatorial; restauração da funcionalidade e independência.

Fontes: Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de Atendimento ao Paciente Queimado (2012) e Associação Brasileira de Queimaduras (ABQ).

Justificativa da alternativa D:

  • Fase aguda: II (correção postural): A prioridade é evitar contraturas enquanto o paciente ainda está clinicamente instável.
  • Fase intermediária: III (deambulação): Com estabilidade, é possível iniciar deambulação e mobilização para prevenir complicações secundárias.
  • Fase de recuperação: IV (atenção subjetiva e emocional): O paciente começa a lidar com as questões emocionais e sociais que surgem do processo de reabilitação.
  • Fase de ressocialização: I (restauração da funcionalidade): O objetivo é promover autonomia e reintegração social.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Troca a ordem das intervenções, atribuindo restauração funcional à fase aguda, o que não é compatível com a prioridade clínica nesse momento.
  • B: Indica deambulação para a fase aguda – impróprio pois o paciente geralmente está instável.
  • C: Associa atenção subjetiva à fase aguda, quando a prioridade é fisiológica, não emocional.
  • E: Cita uma opção inexistente (VI), demonstrando erro material.

Estrategicamente, sempre observe: palavras-chave que indicam prioridades clínicas (prevenir, restaurar, ressocializar) e atenção à evolução do quadro – cada fase tem objetivos distintos!

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