No período neonatal é possível reconhecer alguns grupos fis...

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Q2186289 Medicina
No período neonatal é possível reconhecer alguns grupos fisiopatológicos que englobam as principais cardiopatias congênitas, sendo que as com fluxo sistêmico dependente de canal artéria, apresentam, dentre outras:
Alternativas

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Tema central da questão: Neste caso, a principal abordagem é o reconhecimento das cardiopatias congênitas com fluxo sistêmico dependente do canal arterial no período neonatal. Nesses casos (como síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, coarctação crítica da aorta, interrupção do arco aórtico), o canal arterial é fundamental para manter o fluxo sanguíneo adequado para o corpo.

Justificativa para a alternativa correta (D): A alternativa D) Baixo débito sistêmico e congestão venosa pulmonar evoluindo para choque. está certa porque descreve fielmente o quadro clínico das cardiopatias sistêmico-dependentes do canal arterial. Segundo o Ministério da Saúde (Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde), os recém-nascidos geralmente começam a apresentar sinais como taquipneia, má perfusão, hipotensão e sinais de choque à medida que o canal arterial fecha naturalmente. O mecanismo é fisiopatológico: com o fechamento, há queda no fluxo sistêmico, levando à congestão pulmonar e ao risco iminente de choque hipoperfusivo.

Análise das alternativas incorretas:

A) Hipoxemia não responsiva a oxigênio. — Isso ocorre tipicamente em cardiopatias cianóticas com fluxo pulmonar dependente do canal arterial, nas quais o recém-nascido não melhora com O2 suplementar (ex: atresia pulmonar), e não nas sistêmico-dependentes.

B) Cianose precoce e acentuada. — Essa manifestação clínica é característica de cardiopatias cianóticas, não das sistemico-dependentes. Nestes casos, os sinais predominantes são de choque e baixo débito sistêmico, não cianose acentuada.

C) A taquipneia após a segunda primeira de vida. — Apesar de taquipneia ocorrer, esta alternativa é vaga, pouco específica e tem erro de digitação (“segunda primeira de vida”), o que indica baixa clareza e valor diagnóstico limitado.

Dica para concursos: Atenção ao padrão evolutivo: nas cardiopatias sistêmico-dependentes, o quadro tende a piorar progressivamente conforme o canal arterial se fecha, levando a choque se não for feita intervenção precoce (exemplo: uso de prostaglandinas para manter o canal aberto até abordagem definitiva).

Referência: Ministério da Saúde. “O RN geralmente nasce em boas condições e após algumas horas de vida começa a apresentar sinais de baixo débito sistêmico e congestão venosa pulmonar, que culminam com sinais de choque...” (Atenção à Saúde do Recém-Nascido, página 213).

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A alternativa correta é a D - Baixo débito sistêmico e congestão venosa pulmonar evoluindo para choque. No período neonatal, as cardiopatias congênitas que dependem do canal arterial para manter o fluxo sanguíneo para o corpo são caracterizadas pela presença de baixo débito cardíaco sistêmico e congestão venosa pulmonar, que podem evoluir para choque. Isso ocorre porque o canal arterial é um vaso que conecta a aorta e a artéria pulmonar e é responsável por permitir que o sangue oxigenado que sai dos pulmões chegue ao corpo. Quando esse canal se fecha prematuramente, como ocorre nas cardiopatias congênitas que dependem dele, o fluxo sanguíneo para o corpo é comprometido, levando à diminuição do débito cardíaco e à congestão venosa pulmonar. A hipoxemia não responsiva a oxigênio e a cianose precoce e acentuada, mencionadas nas alternativas A e B, estão mais relacionadas a outras cardiopatias congênitas que não dependem do canal arterial para manter o fluxo sanguíneo. Já a taquipneia após a segunda primeira de vida, mencionada na alternativa C, pode ser um sinal de problemas respiratórios, não necessariamente relacionados a cardiopatias.

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