Leia o caso clínico a seguir. Um paciente de 55 anos, homem...
Um paciente de 55 anos, homem, etilista e tabagista, é admitido em um pronto atendimento, com relato de ter apresentado vômitos com conteúdo sanguinolento. Encontra-se confuso, com mucosas pálidas, perfusão lentificada, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 80/50 mmHg, saturação de oxigênio de 95%. Possui abdome globoso com macicez móvel, telangectasias e ginecomastia.
Qual deve ser a conduta terapêutica?
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Tema central: O caso aborda o manejo da hemorragia digestiva alta varicosa em paciente cirrótico, uma emergência médica crítica na prática hospitalar e nos concursos públicos. O paciente exibe sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, perfusão lentificada), estigmas de hepatopatia e uma clara história de sangramento digestivo alto.
Justificativa da alternativa correta (E): A alternativa E contempla todas as medidas recomendadas nas diretrizes atuais:
- Ressuscitação volêmica para estabilizar hemodinamicamente, mas com controle para evitar sobrecarga e aumento da pressão portal (1º Consenso de HDA, Módulo II).
- Hemotransfusão visando manter hemoglobina em torno de 7-8 g/dL.
- Octreotide (agente vasoativo) reduz o fluxo portal e o sangramento.
- Ceftriaxone inicia profilaxia antibiótica, essencial para prevenir infecção – fator crítico em cirróticos com HDA.
- Endoscopia digestiva alta para diagnóstico e tratamento do sangramento em até 12 horas.
Segundo o 1º Consenso de Hemorragia Digestiva Alta Varicosa:
“Recomenda-se o uso simultâneo e precoce de ressuscitação volêmica, agentes vasoativos, profilaxia antibiótica e endoscopia digestiva alta para pacientes com hemorragia digestiva alta varicosa” (Módulo II).
Análise das alternativas incorretas:
- A e B: O início de vasopressores (ex: noradrenalina) não é o passo inicial. Sua indicação se limita a choque refratário, e não substitui ressuscitação volêmica. A ausência de profilaxia antibiótica (A) e de octreotide (A/B) é falha grave.
- C: Faltam endoscopia e antibiótico. Endoscopia é mandatória para confirmação e tratamento, e a omissão do antibiótico expõe o paciente a alto risco infeccioso.
- D: Ausência de antibiótico. Diretrizes reforçam que todo cirrótico com HDA deve receber ceftriaxone pela alta incidência de infecções secundárias e pelo impacto prognóstico.
Estratégia em provas: Observe a presença de todos os pilares terapêuticos no enunciado da alternativa: ressuscitação volêmica, hemotransfusão, vasoconstrictor portal (octreotide), antibiótico e endoscopia digestiva. A ausência de algum destes indica opção incorreta.
Resumo: A alternativa E está de acordo com protocolos nacionais e internacionais sobre HDA varicosa em cirróticos, sendo a única que abrange todas as medidas fundamentais.
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