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Q3412656 Odontologia
O conhecimento adequado dos fórceps cirúrgicos utilizados na exodontia é essencial para que o técnico em saúde bucal possa organizar corretamente a mesa operatória, identificar os instrumentos de acordo com o dente e arcada a que se destinam, além de auxiliar de forma segura durante os procedimentos. Cada modelo possui numeração, curvatura e design adaptados às particularidades anatômicas das regiões bucal e dentária.

Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir:

I. O fórceps nº 151 é indicado para exodontias de dentes inferiores, especialmente os pré-molares e anteriores da mandíbula.
II. O fórceps nº 150 é utilizado na remoção de dentes superiores, como incisivos e pré-molares da maxila.
III. O fórceps nº 23, também conhecido como fórceps “cowhorn” (chifre de boi), é indicado para remoção de molares inferiores com raízes divergentes.
IV. O fórceps nº 222 é recomendado para extrações de terceiros molares superiores.
V. O fórceps nº 16 é utilizado em molares inferiores com raízes muito convergentes e coroa íntegra.

Estão corretas todas as assertivas, EXCETO: 
Alternativas

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Tema central: Seleção de fórceps para exodontia. Cada modelo possui numeração e desenho compatíveis com a anatomia dentária e o acesso por arcada, o que orienta o TSB a organizar a mesa e auxiliar com segurança.

Alternativa correta (EXCETO): C
A assertiva IV é incorreta. O fórceps nº 222 é indicado para terceiros molares inferiores (mandibulares), devido ao seu desenho com ramos curtos e paralelos que favorecem o acesso posterior e baixo na mandíbula. Para terceiros molares superiores, utilizam-se preferencialmente nº 210/210S (maxilares) ou, em certas situações, o nº 65 (baioneta) para raízes. Referências: Peterson’s Contemporary Oral and Maxillofacial Surgery; Fonseca – Cirurgia Bucal.

Por que as demais estão corretas?

I. Fórceps nº 151 = universal inferior, indicado para incisivos, caninos e pré-molares da mandíbula. O desenho permite apreensão axial em dentes inferiores. (Variação 151A foca premolares).

II. Fórceps nº 150 = universal superior, para incisivos, caninos e pré-molares da maxila. Curvatura adaptada ao plano oclusal superior facilita o acesso e movimentação.

III. Fórceps nº 23 (“cowhorn”) indicado a molares inferiores; suas pontas penetram a bifurcação radicular, permitindo a técnica de “bombeamento” para luxação. É especialmente efetivo quando há furca íntegra e raízes com divergência suficiente para o travamento.

V. Fórceps nº 16 (mandibular molar) utilizado em molares inferiores com raízes mais convergentes e coroa íntegra, quando não se deseja o efeito alavanca pronunciado do cowhorn. As garras abraçam a coroa e se apoiam na região de furca.

Dicas de prova e pegadinhas
- Sublinhe mentalmente “EXCETO”. É a principal armadilha.
- Associe: 150 = superior, 151 = inferior; 23 = cowhorn (molars inferiores); 222 = 3º molar inferior; 210/210S = 3º molar superior.
- Repare nas palavras “mandíbula” (inferior) e “maxila” (superior) para não inverter arcadas.

Fundamentação técnica
A escolha do fórceps segue a anatomia radicular (convergente/divergente, furca), o estado coronário e o acesso por arcada. Textos clássicos (Peterson; Fonseca; Biazzotto-Filho – Instrumental Cirúrgico em Odontologia) descrevem 150/151 como universais; 23 para molares inferiores com furca acessível; 222 para 3º molar inferior; 210/210S para 3º molar superior.

Gabarito: C

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