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Q2637116 Medicina

Sobre o tratamento da sepse e choque séptico em pediatria, analise as alternativas e marque a correta:

Alternativas

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Tema central: O tema da questão aborda o tratamento da sepse e do choque séptico pediátrico, enfatizando o uso correto das drogas vasoativas, início de antibioticoterapia, escolha de soluções para ressuscitação volêmica e papel da corticoterapia.

Justificativa da alternativa correta – E: A epinefrina é a droga preferencial para o choque com baixo débito cardíaco em pediatria. Nas situações em que a criança apresenta perfusão fria e sinais de hipoperfusão persistentes, após ressuscitação volêmica adequada, há indicação de iniciar epinefrina como agente inotrópico de escolha. Essa conduta está claramente respaldada nas “Novas diretrizes do Surviving Sepsis Campaign 2020 para o tratamento da Sepse e Choque Séptico em Pediatria”, seção Drogas Vasoativas: “Usar EPINEFRINA em vez de dopamina (RFa) em choque com baixo DC”.

A epinefrina aumenta a contratilidade e, secundariamente, a pressão arterial e a perfusão tissular, sendo essencial essa diferenciação nas decisões terapêuticas. O reconhecimento precoce do padrão hemodinâmico (“quente” vs “frio”) faz parte de uma conduta centrada na fisiopatologia do choque séptico pediátrico.

Análise das alternativas incorretas:

A. Iniciar antibioticoterapia em até 6h não é o recomendado. O correto é administrar antibióticos até 1h do diagnóstico, conforme o consenso: “A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente em até 1 hora.” (Surviving Sepsis 2020).

B. Soluções cristaloides isotônicos devem ser a primeira escolha na ressuscitação hídrica. Os colóides não demonstraram benefício adicional e podem aumentar riscos (renal, edema).

C. No choque séptico “quente” com hipotensão predominante, a droga de escolha é norepinefrina, não epinefrina. Epinefrina é preferida no choque frio/baixo débito.

D. Corticoterapia não é rotineira. Só deve ser considerada em casos refratários à reposição volêmica adequada e uso de vasoativos. Diretriz: “usar corticosteroides somente se o paciente permanecer hipotenso, com choque refratário.”

Dica de prova: Atenção aos termos como “sempre”, “nunca” ou margens largas de tempo — costumam ser pegadinhas! Busque os pontos objetivos das diretrizes.

Portanto, a alternativa E é a correta, refletindo as melhores práticas e evidências científicas atuais para o manejo intensivo pediátrico.

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A ALTERNATIVA CORRETA É: E - A epinefrina é a droga preferencial para choque com baixo débito cardíaco.

JUSTIFICATIVA: A epinefrina é a droga de escolha para choque séptico com baixo débito cardíaco, uma vez que ela tem propriedades tanto vasoconstritoras quanto inotrópicas. Esses efeitos ajudam a melhorar a perfusão e a função cardíaca, sendo particularmente úteis em cenários de choque com baixa contratilidade miocárdica, como é comum em casos de sepse grave.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

  • A alternativa A (A antibioticoterapia deve ser iniciada em até 6 horas do reconhecimento do quadro): Incorreto. A antibioticoterapia deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente em até 1 hora após o reconhecimento de sepse, para reduzir a mortalidade e melhorar os resultados do tratamento.
  • A alternativa B (A ressuscitação hídrica deve ser realizada com soluções colóides por serem mais disponíveis e com melhor resposta à disfunção orgânica): Incorreto. A ressuscitação hídrica inicial deve ser realizada com soluções cristaloides, e não colóides. As soluções cristaloides são mais eficazes para a reposição do volume intravascular e têm um perfil de segurança mais estabelecido, sendo amplamente recomendadas por diretrizes.
  • A alternativa C (A epinefrina é a droga preferencial para choque hipotensivo): Incorreto. A epinefrina é utilizada no tratamento do choque séptico, mas não é necessariamente a primeira escolha para choque hipotensivo isolado. Para o choque hipotensivo em geral, as primeiras opções podem ser noradrenalina ou dopamina.
  • A alternativa D (A corticoterapia está bem estabelecida e deve ser sempre instituída): Incorreto. O uso de corticoterapia em sepse não está sempre indicado. Embora possa ser considerado em casos graves de sepse com choque refratário, não deve ser instituído rotineiramente devido aos efeitos colaterais potenciais e à falta de evidências robustas para sua eficácia em todos os casos.

EM RESUMO: A epinefrina é a droga preferencial no tratamento de choque séptico com baixo débito cardíaco devido às suas propriedades vasoconstritoras e inotrópicas. A antibioticoterapia deve ser iniciada rapidamente, preferencialmente dentro de 1 hora, e a ressuscitação hídrica deve usar soluções cristaloides.

PONTOS CHAVE:

  • Epinefrina é a droga de escolha para choque com baixo débito cardíaco.
  • Antibioticoterapia deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente em até 1 hora.
  • A ressuscitação hídrica inicial envolve soluções cristaloides, não colóides.

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