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Q2135236 Medicina
Uma paciente de 68 anos procura o posto de saúde com queixa de mialgia difusa, adinamia, sono não reparador e cefaleia holocraniana. Descreve que a cefaleia é quase diária, pior ao final do dia, irradia para região occipital e alivia com analgésico comum. Nega fotofobia ou fonofobia. Nega sintomas constitucionais como febre ou emagrecimento. Relata momentos de estresse familiar – está em processo de divórcio. Descreve insônia desde a adolescência, com sono não reparador. É hipertensa, relata cirurgia prévia na tireoide e fratura de punho após queda da própria altura. Em uso de: levotiroxina, enalapril, metformina e alendronato.  
Supondo-se que, na consulta, a paciente apresente a seguinte densitometria óssea:

Densitometria mineral óssea:
- Fêmur proximal: T score de -1.5, Z score de -1, densidade mineral óssea de 0.897 g/cm2; - Colo fêmur: T score de -2,2, Z score de -1, densidade mineral óssea de 0.877 g/cm2; - Coluna lombar (L1-L4): T score de -1,8, Z score de 2, densidade mineral óssea de 1,340 g/cm2.

Em relação à indicação do alendronato, é correto afirmar que
Alternativas

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Tema central: A questão aborda osteopenia, osteoporose e critério de uso do alendronato. São conceitos essenciais para o manejo da osteoporose em nível ambulatorial, foco importante em concursos para Médico Clínico.

Análise clínica: A paciente apresenta osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5) nas regiões avaliadas (fêmur, colo femoral, coluna lombar). O fato crucial é o histórico de fratura de punho após queda da própria altura, configurando uma fratura por fragilidade.

Diretrizes e protocolos:

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Osteoporose do Ministério da Saúde, e as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia, está indicado tratar com bisfosfonatos (como o alendronato) em pacientes com:

  • Diagnóstico densitométrico de osteoporose: T-score ≤ -2,5;
  • OU osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5) associada a fratura prévia por fragilidade.

No trecho do PCDT: “O diagnóstico é estabelecido pela presença de fratura por fragilidade ou pelo T-score ≤ -2,5. O tratamento é indicado para indivíduos com estes critérios.”

Justificativa da alternativa correta (C): Apesar dos T-scores indicarem osteopenia, a paciente tem fratura osteoporótica prévia. As evidências (UpToDate, Sociedade Brasileira de Reumatologia) recomendam manter o alendronato nesses casos para prevenir novas fraturas.

Análise das alternativas incorretas:

  • A – Incorreta. A densitometria NÃO está normal (há osteopenia). Suspender o tratamento aumentaria risco de nova fratura.
  • B – Incorreta. O erro está em suspender a medicação mesmo com risco aumentado.
  • D – Incorreta. Não há critério densitométrico para osteoporose (T-score não é ≤ -2,5).
  • E – Incorreta. Não há diagnóstico de osteoporose, e sim de osteopenia com fratura prévia, o que mantém a indicação.

Pontos-chave e possíveis pegadinhas:
O detalhe fundamental é o histórico de fratura por fragilidade, que equipara pacientes com osteopenia ao risco de osteoporose clínica. Em provas, não foque só na densitometria – atenção ao contexto clínico!

Resumo para concursos: Paciente com osteopenia e fratura prévia: indicar manutenção do alendronato conforme as principais diretrizes brasileiras e internacionais.

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A questão apresenta um caso clínico de uma paciente idosa com múltiplos sintomas e comorbidades, tendo um foco na densitometria óssea e na medicação chamada alendronato. Os scores T e Z da densitometria óssea mostram uma condição de osteopenia, que é uma ligeira perda de massa óssea, não chegando a ser osteoporose. O alendronato é uma medicação usada no tratamento da osteoporose, porém, também pode ser usada na osteopenia em casos de fatores de risco para fraturas. A paciente, além de ser idosa, já sofreu uma fratura e tem insônia crônica, que são fatores de risco para fraturas. Portanto, mesmo possuindo osteopenia, o quadro clínico indica a manutenção da medicação, tornando a alternativa C a correta.

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