Os procedimentos para o ensino de gêneros, tal
como sugeridos por Joaquim Dolz, Michèle Noverraz e
Bernard Schneuwly, têm um caráter modular e levam
em conta tanto a oralidade como a escrita. O trabalho
distribui-se ao longo de todas as séries do Ensino
Fundamental. A ideia central é a de que se devem criar
situações reais com contextos que permitam
reproduzir em grandes linhas e no detalhe a situação
concreta de produção textual, incluindo sua circulação,
ou seja, voltando-se a atenção para o processo de
relação entre produtores e receptores. Os autores
definem a “sequência didática” como “um conjunto de
atividades escolares organizadas, de maneira
sistemática, em torno de um gênero textual oral ou
escrito”.
Para tanto, leva-se em conta a comunicação em
situação real, pois sabemos que escrever uma carta a
um amigo ou uma carta comercial é algo diferente.
Falar num barzinho com os amigos ou produzir um
discurso diante de um público não é a mesma coisa.
Isto quer dizer que são contempladas as semelhanças
e as diferenças entre os gêneros e entre as duas
modalidades de uso da língua. Os gêneros são tidos
como instrumentos comunicativos que servem para
realizar essas atividades formais e informais de
maneira adequada. A finalidade de trabalhar com
sequências didáticas é proporcionar ao aluno um
procedimento de realizar todas as tarefas e etapas
para a produção de um gênero.
Adaptado de: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais e
produção linguística. Material didático de curso de pós-graduação.
Universidade de Brasília.
Embora o excerto exposto no Texto 3 tenha caráter
predominantemente expositivo, nele se reconhece
uma dimensão argumentativa. Essa dimensão
manifesta-se, sobretudo,
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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