Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho”
positivo e, direi eu, ético. Por exemplo: estou tranquilo na fila,
chega uma senhora que parece preocupada, precisando pagar
sua conta que vence aquele dia e pede para passar na frente. Não
há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”, que permaneceria
universal porque poderia ocorrer na maioria dos países
conhecidos, exceto talvez na Alemanha ou na Suíça, onde um
trem sai às 14:57! E sai mesmo: eu fiz o teste.
A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra.
Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma
desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto que essa
regra universal produz legalidade e cidadania! Eu pago meus
impostos integralmente e por isso posso exigir dos funcionários
públicos do meu país. Tenho o direito — como cidadão — de
tomar conta da Biblioteca Nacional, que também é minha. Agora,
se eu dou um jeito nos meus impostos porque o delegado da
receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”,
aí temos o “jeitinho” virando corrupção.
“Eu pago meus impostos integralmente e por isso posso exigir
dos funcionários públicos do meu país”. Em outras palavras,
pode-se dizer que:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Errou um tema comum da banca? Veja o que mais costuma cair no Raio-X. Ver raio-X
teste
Parabéns! Você acertou!
Essa questão segue o padrão da banca! Veja o que mais costuma cair. Ver raio-X