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Q2135220 Medicina
Um paciente de 72 anos está internado com quadro de fadiga e dispneia em repouso. Apresenta saturação de oxigênio de 87% em ar ambiente, frequência respiratória de 26 irpm, pressão arterial de 150/90, frequência cardíaca de 108 e temperatura de 38,2 °C, pulso venoso jugular não visível com cabeceira a 30 graus, ritmo taquicárdico regular, em 2 tempos, sons respiratórios reduzidos, com crepitações inspiratórias discretas nas bases e sibilos expiratórios esparsos. Relata que há uma semana apresentou coriza, dor de garganta e mialgia. Fuma um cigarro por dia há 50 anos, relata hipertensão arterial e “pré-diabetes”. Nega ter tomado quaisquer vacinas nos últimos 10 anos.

Qual conduta NÃO se aplica ao caso?
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Tema central: O caso aborda manejo inicial de paciente idoso com quadro respiratório agudo, hipóxia (SPO₂ 87%), sinais de infecção respiratória, antecedentes cardiovasculares e tabagismo. Evidencia possível COVID-19 ou síndrome gripal moderada/grave, reforçando a importância de reconhecer condutas indicadas e contraindicadas.

Alternativa correta: D) Iniciar enoxaparina em dose terapêutica

Justificativa:
Conforme as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com COVID-19 (Ministério da Saúde, capítulo “Anticoagulação”):
“Sugerimos não utilizar doses intermediárias ou anticoagulação terapêutica em pacientes com COVID-19 sem evidência de tromboembolismo.” Assim, em pacientes sem diagnóstico confirmado ou suspeita clínica forte de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (TEP), a anticoagulação terapêutica (dose plena) é contraindicada, devendo-se, no máximo, considerar profilaxia com doses baixas, especialmente em pacientes internados.

Estudos brasileiros (Coalizão Covid-19 Brasil) reforçam que a anticoagulação plena nesse contexto não reduz desfechos clínicos e aumenta o risco de sangramento.

Análise das alternativas incorretas:

A) Iniciar oxigenoterapia.
Correta. Com SPO₂ ≤ 93%, oxigenoterapia está indicada (PCDT de Síndrome Gripal/COVID-19).

B) Solicitar tomografia de tórax.
Correta. Justifica-se para avaliar gravidade/etiologia, especialmente se não houver melhora clínica, garantindo diagnóstico diferencial (COVID, pneumonia bacteriana, DPOC exacerbado).

C) Realizar teste rápido de COVID-19.
Correta. Sintomatologia compatível e período epidemiológico recomendam investigação laboratorial,associando isolamento precoce.

E) Transferir para leito de isolamento respiratório.
Correta. Paciente com suspeita de doença respiratória aguda potencialmente transmissível deve ser isolado para evitar transmissão nosocomial e proteger outros pacientes.

Estratégia de prova: Muitas vezes a “pegadinha” está em não diferenciar dose terapêutica de profilática. Atenção à ausência de sinais de TEV na descrição: sem dor, edema assimétrico, hemoptise ou instabilidade hemodinâmica sugestiva de TEP.

Resumo: A conduta que NÃO é apropriada é iniciar enoxaparina em dose terapêutica sem sinais de tromboembolismo. As demais são indicadas conforme protocolos nacionais (Ministério da Saúde, PCDT COVID-19, 2022).

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A conduta que NÃO se aplica ao caso é a alternativa D - Iniciar enoxaparina em dose terapêutica. Esta é uma anticoagulante utilizado para prevenir ou tratar trombose venosa, embolia pulmonar e outras condições relacionadas à coagulação do sangue. No entanto, não há indicação para o uso deste medicamento no caso descrito na questão. O tratamento indicado para este paciente é a oxigenoterapia para melhorar a saturação de oxigênio, a solicitação do teste rápido de COVID-19 para verificar se a causa da dispneia é pela infecção pelo vírus, a transferência para leito de isolamento respiratório para evitar a disseminação da doença e a investigação das causas da dispneia com a realização da tomografia de tórax.

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