Um homem de 68 anos procura atendimento com queixa de fadig...
Quais alterações do exame físico terão valor preditivo de morbidade e mortalidade no paciente em questão?
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Tema central da questão: O caso clínico trata de insuficiência cardíaca congestiva, condição frequente em idosos hipertensos, caracterizada por sintomas como fadiga, dispneia, ortopneia, ganho ponderal e edema. O exame físico é fundamental para estratificação de risco e prognóstico desses pacientes.
Justificativa da alternativa correta (E): Pressão venosa jugular aumentada (PVJ) e terceira bulha cardíaca (B3) são sinais clínicos clássicos de insuficiência cardíaca descompensada e, segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (2018), associados a pior prognóstico, maior morbidade e aumento da mortalidade. A PVJ elevada reflete congestão sistêmica por falência do ventrículo direito, enquanto a presença de B3 indica sobrecarga de volume e disfunção ventricular esquerda.
Na prática clínica, identificar esses achados orienta a gravidade e necessidade de intervenção rápida. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Insuficiência Cardíaca reforça que “sinais congestivos como PVJ elevada e B3 são parâmetros preditores de desfechos desfavoráveis” (PCDT ICFER, 2024).
Análise das alternativas incorretas:
A) Eritema palmar, ginecomastia e ascite: caracterizam doença hepática crônica, não insuficiência cardíaca.
B) Sibilos expiratórios e tiragem intercostal: são típicos de causas pulmonares (ex: asma, DPOC), não preditivos de mortalidade na insuficiência cardíaca.
C) Linfadenopatia, esplenomegalia e petequias: sugerem doenças hematológicas ou infecciosas, sem relação com descompensação cardíaca.
D) Broncofonia e frêmito toracovocal aumentado: indicam consolidação pulmonar (pneumonia), não contribuindo para estratificação de insuficiência cardíaca.
Dicas para provas: Busque palavras-chave no enunciado (ex: ortopneia, ganho de peso rápido, edema) que remetam a congestão. Sinais como PVJ elevada e B3 quase sempre apontam para gravidade nos quadros cardíacos. Alternativas que focam em alterações pulmonares, hepáticas ou infecciosas não são corretas no contexto típico de insuficiência cardíaca congestiva.
Fontes de respaldo: PCDT Insuficiência Cardíaca (2024), Diretriz Brasileira de IC (2018), UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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