Suponha a seguinte situação fictícia: Mulher, 45 anos, com ...

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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071707 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia:
Mulher, 45 anos, com antecedente de embolia pulmonar que foi tratada com rivaroxabana há 18 meses, vem evoluindo com dispneia aos leves esforços.

O exame mais adequado a ser indicado para rastreamento de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica é
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em paciente com antecedente de embolia pulmonar e dispneia progressiva, deve-se suspeitar de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica; nessa hipótese, a cintilografia pulmonar ventilação/perfusão é o exame de triagem mais sensível para detectar defeitos perfusionais segmentares persistentes, e por isso sustenta o gabarito A.

Tema central: Rastreamento da HPTEC
Análise das alternativas
A
Certa
A cintilografia pulmonar V/Q é o exame de escolha para triagem da hipertensão pulmonar tromboembólica crônica porque detecta o padrão funcional esperado da doença: defeitos segmentares de perfusão persistentes por obstrução tromboembólica crônica. Na suspeita levantada por dispneia após embolia pulmonar, esse é o método mais adequado para rastreamento inicial, inclusive porque exame normal praticamente afasta HPTEC.
B
Errada
A angiotomografia de tórax tem utilidade na avaliação anatômica da vasculatura pulmonar e pode mostrar sinais de trombo crônico, mas não é o melhor exame de rastreamento inicial da HPTEC. O critério decisivo aqui é o papel do exame na triagem: a cintilografia V/Q supera a angiotomografia como método inicial para detectar a obstrução tromboembólica crônica.
C
Errada
A radiografia de tórax é inespecífica para HPTEC e pode até ser normal. Ela não demonstra o padrão perfusional característico nem tem sensibilidade adequada para rastrear obstrução tromboembólica pulmonar crônica, portanto não serve como exame de rastreamento da doença.
D
Errada
A espirometria avalia distúrbios ventilatórios e não identifica defeitos de perfusão nem investiga adequadamente etiologia vascular pulmonar tromboembólica crônica. Em uma suspeita de HPTEC, ela não cumpre o objetivo diagnóstico de triagem.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tromboembolismo pulmonar agudo, em que a angiotomografia costuma ter grande destaque, e HPTEC, em que o exame de rastreamento mais adequado é a cintilografia V/Q.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver dispneia persistente ou progressiva após embolia pulmonar, pense em HPTEC como hipótese a ser rastreada.
  • Para triagem de HPTEC, priorize o exame que detecta defeitos perfusionais segmentares persistentes: cintilografia V/Q.
  • Não confunda exame anatômico útil na avaliação complementar com exame mais adequado para rastreamento inicial.
  • Radiografia de tórax e espirometria não substituem exame específico de triagem de doença vascular pulmonar tromboembólica crônica.

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