Com grande importância funcional, as glândulas salivares são...
Gabarito comentado
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Tema central: Doenças das glândulas salivares, com foco em sialoadenite (inflamação/infeção das glândulas) e sialolitíase (cálculos salivares). Saber diferenciar causas, diagnósticos e condutas é essencial em provas.
Alternativa INCORRETA: B
Por quê? A alternativa B afirma que a sialoadenite crônica se associa a maior risco de linfoma. Essa associação é clássica da síndrome de Sjögren (doença autoimune com sialadenite crônica autoimune), não da sialoadenite crônica inespecífica/obstrutiva. Em Sjögren, há risco aumentado de linfoma de células B (MALT) pela infiltração linfocitária autoimune persistente. Já a sialoadenite crônica por obstrução/infeções repetidas não apresenta esse risco elevado. Referências: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; diretrizes AAO-HNS.
Análise das demais alternativas:
A. Verdadeira. A sialografia é contraindicada na fase aguda da sialoadenite supurativa porque a injeção de contraste pode disseminar a infecção, causar extravasamento e piorar a dor. Na fase aguda, preferem-se ultrassonografia (primeira linha) e, se necessário, TC. Conduta: hidratação, sialogogos, massagem, antibiótico antiestafilocócico/anaeróbio conforme gravidade (UpToDate/AAO-HNS).
C. Verdadeira. A infecção pelo HIV associa-se a aumento cístico e linfoproliferativo das glândulas, especialmente parótidas, por cistos linfoepiteliais benignos e hiperplasia linfoide intraparotídea. Quadro típico: tumefação parotídea, bilateral, flutuante/recorrente. (Harrison; UpToDate)
D. Verdadeira. A sialolitíase ocorre predominantemente na glândula submandibular (≈80–90%) devido a: saliva mais viscosa e alcalina, rica em cálcio e fosfato, ducto de Wharton longo, tortuoso e fluxo “contra a gravidade”. Manifesta-se por dor à refeição e aumento glandular. Diagnóstico: US; sialoendoscopia diagnóstica/terapêutica; medidas conservadoras ou remoção endoscópica/litotripsia.
Estratégias de prova:
- Associe Sjögren → risco de linfoma; sialadenite crônica obstrutiva → sem esse risco.
- Na fase aguda de sialadenite: evite sialografia; prefira US/TC.
- “Dor à refeição” + “submandibular” → pense em sialolitíase.
- HIV + parótida aumentada e cística → cistos linfoepiteliais.
Resumo para fixação: Incorreta = B. A sialografia é contraindicada na agudização; HIV causa aumento cístico/linfoproliferativo; cálculos predominam na submandibular por características da saliva e do ducto.
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