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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Oração sem sujeito
A questão aborda a identificação de orações sem sujeito, tema essencial para quem se prepara para concursos. Segundo a norma-padrão da Língua Portuguesa, orações sem sujeito ocorrem quando o verbo não se refere a nenhum sujeito explícito ou oculto, sendo classificadas como impessoais. O principal exemplo é o verbo haver no sentido de “existir”, como traz Evanildo Bechara em sua “Moderna Gramática Portuguesa”.
Alternativa correta: A) “Havia um certo fastio em suas palavras e gestos.”
O verbo “haver” empregado com o sentido de existência é obrigatoriamente impessoal, ou seja, não tem sujeito e permanece sempre no singular. Assim, como em “Havia dúvidas”, “Houve problemas”, trata-se de uma oração sem sujeito. Essa é a alternativa correta, conforme as regras da gramática normativa (vide Bechara/Cilso Cunha).
Análise das alternativas incorretas:
B) “Se retirava de um banquete satisfeito.” – Aqui, há um sujeito oculto (ele), pois “retirar-se” é ação atribuída a alguém determinado pelo contexto do texto. Não é oração sem sujeito.
C) “Sim, batem nas dobras de seu ser.” – O verbo está na terceira pessoa do plural, indicando sujeito indeterminado (alguém, eles), não oração sem sujeito. A forma verbal plural marca a diferença.
D) “Também se ama por contaminação na tela do instante.” – O uso do “se” cria uma índice de indeterminação do sujeito (“alguém ama”), resultando em sujeito indeterminado e não em oração sem sujeito. O erro comum é confundir construções passivas ou indeterminadas com ausência de sujeito.
Como identificar em provas: Atenção: Verbos “haver” (existir), “fazer” (tempo decorrido), verbos indicando fenômenos naturais (chover, nevar) geralmente marcam oração sem sujeito. Verifique se o verbo pode, de fato, relacionar-se a algum agente do discurso, mesmo que indeterminado. Isso é o diferencial!
Gramáticas clássicas e manuais oficiais confirmam: O verbo “haver” (existir) é sempre impessoal. Observe exemplos das principais gramáticas para reforçar a confiança nesse tipo de análise.
Resumo: A alternativa A contém oração sem sujeito. As demais trazem sujeito oculto ou indeterminado, mas não ausente, como exige o conceito gramatical.
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Comentários
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a) “Havia um certo fastio em suas palavras e gestos.” Oração sem sujeito GABARITO.
b) “Se retirava de um banquete satisfeito.” Sujeito oculto
c) “Sim, batem nas dobras de seu ser.” Sujeito indeterminado
d) “Também se ama por contaminação na tela do instante.” Sujeito indeterminado
GABARITO A
O verbo HAVER no sentido de existir é IMPESSOAL, permanece no SINGULAR e NUNCA possui sujeito. O que o verbo HAVER tem é OBJETO DIRETO.
bons estudos
Verbo haver com sentido de existir: SUJEITO INEXISTENTE!
Sobre os tipos de sujeito, convém mencionar estes:
1) oculto/elíptico/desinencial/implícito
Apesar de não aparecer na estrutura, é possível reconhecê-lo observando a forma verbal constante na frase. Exs.:
a) (eu) Avistei uma mulher deslumbrante;
b) (nós) Vimos um navio a atracar no cais.
2) inexistente
O sujeito será inexistente quando houver verbos impessoais (o “haver” no sentido de existência e tempo passado, os que denotam fenômenos da natureza, tempo transcorrido etc.). Exs.:
a) Choveu muito hoje;
b) Amanhã não haverá aula;
c) São cinco horas;
d) Fez dez graus nessa manhã.
3) simples
Apresenta somente um núcleo, este que é sempre pronome ou substantivo. Exs.:
a) Homens grandes realizam grandes feitos: sem escada, pegam frutas de árvores;
b) Raquel de Queirós foi a maior escritora brasileira;
c) Ninguém ouviu as súplicas do homem agônico.
4) composto
Apresenta dois ou mais núcleos. Exs.:
a) Homens e mulheres grandes realizam grandes feitos: sem escada, pegam frutas de árvores;
b) Raquel de Queirós, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles escreveram livros insuperáveis;
c) Em minha biblioteca particular, Machado de Assis, José de Alencar, Monteiro Lobato, Aluísio de Azevedo, Raul Pompeia e Graciliano Ramos não faltam.
5) oracional
Apresenta-se sob forma de oração. Exs.:
a) Estudar muito e saber fazê-lo é crucial para ser aprovado;
b) Sobreviver a toda forma de contratempo é necessário;
c) É preciso compreender os motivos reais da insurreição.
6) Indeterminado
Em dois casos constar-se-á sujeito indeterminado:
I – Quando diante de verbos na terceira pessoa (singular ou plural, sendo último mais comum) sem referência a pessoas determinadas:
a) Diz que vai chover;
b) Estão batendo;
c) Disseram que você verá, este ano, seu nome no rol de aprovados.
II – Empregando o pronome “se” junto ao verbo, de modo que a oração passe a equivaler a outra que tem por sujeito “alguém”, “a gente”:
a) Vive-se bem aqui na cidade (a gente vive bem na cidade);
b) Precisa-se de pintores urgentemente (alguém precisa de pintores urgentemente);
A partícula “se” das frases anteriores se comporta como índice de indeterminação do sujeito.
a) “Havia um certo fastio em suas palavras e gestos.”
Correto. Há oração sem sujeito, tendo em vista que o verbo "haver" é impessoal no sentido de existência;
b) “Se retirava de um banquete satisfeito.”
Incorreto. Há sujeito indeterminado. Não há como precisá-lo apenas inspecionando este breve fragmento;
c) “Sim, batem nas dobras de seu ser.”
Incorreto. Há sujeito indeterminado;
d) “Também se ama por contaminação na tela do instante.”
Incorreto. Há sujeito indeterminado.
Letra A
GABARITO A
O verbo HAVER no sentido de existir é IMPESSOAL, NUNCA POSSUI SUJEITO.
O que o verbo HAVER tem é OBJETO DIRETO.
Foco, força e fé
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