Na avaliação de transtornos de humor em adolescentes, é cru...

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Q4332174 Psicologia
Na avaliação de transtornos de humor em adolescentes, é crucial diferenciar a instabilidade emocional típica da fase de desenvolvimento de quadros patológicos. A conduta diagnóstica adequada implica reconhecer que:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O enunciado pede distinguir variações próprias da adolescência de sintomas clinicamente relevantes. O critério decisivo é a significância clínica contextual, e não a mera presença de sintomas, o que aponta para D.

Tema central: Transtornos do humor na adolescência
Análise das alternativas
A
Errada
A irritabilidade é uma apresentação reconhecida da depressão em adolescentes e pode ocupar o lugar do humor triste. Portanto, é incorreto tratá-la como manifestação rara; isso não significa que irritabilidade isolada confirme depressão.
B
Errada
O transtorno bipolar pode ser diagnosticado antes da maioridade. A cautela diagnóstica exige avaliação especializada e acompanhamento longitudinal, não evitar o diagnóstico por um limite etário geral.
C
Errada
Comportamentos de risco e uso de substâncias integram a avaliação clínica. Álcool e outras drogas, autoagressão e ideias suicidas devem ser investigados diretamente; sua ocorrência na adolescência não elimina sua relevância clínica.
D
Certa
D está correta porque adota o critério de significância clínica: a presença de sintomas deve ser interpretada conforme sua gravidade, recorrência e comprometimento do funcionamento no contexto do desenvolvimento. A expressão “tríade” sintetiza esses eixos, mas não designa um protocolo diagnóstico autossuficiente: duração, evolução, configuração dos sintomas e diagnóstico diferencial também precisam ser avaliados.
E
Errada
A avaliação é clínica e inclui o contexto psicossocial. Condições médicas devem ser consideradas no diagnóstico diferencial, mas isso não estabelece prioridade geral dos exames laboratoriais nem superioridade dos fatores orgânicos sobre os psicossociais.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre ser comum na adolescência e ser clinicamente irrelevante, além de transformar cautela diagnóstica em impedimento etário. Na correta, “tríade” deve ser lida como síntese da avaliação, não como protocolo formal suficiente para fechar o diagnóstico.
Dica para questões semelhantes
  • Avalie a significância clínica dos sintomas pela intensidade, frequência e repercussão funcional, sempre no contexto do desenvolvimento.
  • Investigue duração e evolução dos sintomas: frequência não substitui os requisitos temporais de cada diagnóstico.
  • Não descarte irritabilidade, comportamentos de risco ou uso de substâncias por ocorrerem na adolescência.
  • Diferencie cautela de exclusão: avaliação especializada pode fundamentar diagnóstico antes da maioridade, e investigação médica não substitui a avaliação clínica e psicossocial.

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