O pé diabético é uma complicação grave do diabetes, que afet...

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Q3831131 Radiologia
O pé diabético é uma complicação grave do diabetes, que afeta os pés devido a danos nos nervos (neuropatia) e problemas na circulação sanguínea. A condição pode levar à formação de feridas que não cicatrizam e a infecções, e, se não tratadas adequadamente, pode resultar em amputação.
Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão se resolve por conhecimento anatômico e vascular consolidado sobre pé diabético e doença arterial periférica no diabético: Lisfranc é a desarticulação tarsometatarsal, Chopart é a mediotársica, Syme é a desarticulação do tornozelo, e o ITB tem limitação importante no diabético por calcificação medial e incompressibilidade arterial. Além disso, o padrão arterial no diabetes é tipicamente distal/infrapoplíteo. Assim, A, C, D e E estão incorretas, restando B como a única compatível com a base médica.

Tema central: Pé diabético e amputações
Análise das alternativas
A
Errada
Errada por erro anatômico objetivo. A desarticulação entre as articulações talonavicular e calcaneocuboide corresponde à amputação de Chopart, isto é, mediotársica. Lisfranc é a desarticulação tarsometatarsal.
B
Certa
A alternativa B está de acordo com o princípio vascular de que a decisão e o prognóstico da revascularização no pé diabético dependem principalmente da anatomia arterial, do leito distal, da gravidade da isquemia, da presença de infecção e do risco clínico global. Nesse contexto, o diabetes melito isoladamente não funciona como preditor independente absoluto de morte ou falha de reconstrução no primeiro ano quando existe possibilidade anatômica de revascularização por técnica aberta ou endovascular. Na base fornecida, essa é a única alternativa compatível com o conhecimento médico consolidado.
C
Errada
Errada porque o ITB não é a ferramenta mais confiável no diabético. A calcificação medial e a incompressibilidade arterial podem gerar valores falsamente normais ou elevados, reduzindo sua confiabilidade para diagnosticar doença arterial periférica nesse grupo.
D
Errada
Errada porque atribui ao diabético um padrão arterial que não é o mais característico. No diabetes, o acometimento aterosclerótico dos membros inferiores é tipicamente mais distal, com frequência infrapoplíteo, e não predominantemente no eixo femoropoplíteo.
E
Errada
Errada por definição anatômica incorreta. A amputação de Syme consiste em desarticulação do tornozelo, com preservação do coxim do calcâneo para apoio terminal, e não em desarticulação dos metatarsos.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas de nomenclatura anatômica das amputações do pé, especialmente Chopart versus Lisfranc, além da tendência de generalizar o ITB como exame sempre confiável no diabético.
Dica para questões semelhantes
  • Memorize os níveis anatômicos: Lisfranc é tarsometatarsal, Chopart é mediotársica e Syme é desarticulação do tornozelo.
  • No diabético, não trate ITB normal ou elevado como exclusão segura de doença arterial periférica, por causa da incompressibilidade arterial.
  • Quando a questão falar em padrão arterial no diabetes, pense em acometimento distal ou infrapoplíteo, não em padrão predominantemente femoropoplíteo.
  • Em alternativas sobre revascularização, diferencie fator isolado de decisão prognóstica global: anatomia e viabilidade do membro pesam mais do que o rótulo de diabetes por si só.

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