Nesse caso, a melhor conduta terapêutica é:
Com base no caso clínico abaixo, responda às questões de números 52 e 53. |
Idoso de 65 anos etilista e tabagista, PS 1, com quadro de disfagia progressiva e emagrecimento, realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou tumoração infiltrante e estenosante a 26cm dos incisivos. A biópsia revelou carcinoma de células escamosas grau II. A tomografia computadorizada mostrou lesão expansiva com epicentro logo abaixo da veia ázigos e a ultrassonografia endoscópica indicou invasão tumoral até a camada adventícia, com a presença de dois linfonodos suspeitos, um peritumoral e outro periesofagiano cervical.
Nesse caso, a melhor conduta terapêutica é:
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Tema central: Esta questão trata do manejo do carcinoma de células escamosas do esôfago localmente avançado, com foco na abordagem terapêutica mais indicada quando há invasão até a adventícia e linfonodos regionais acometidos.
Justificativa da Alternativa Correta (D): Quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia é a conduta recomendada para tumores localmente avançados (estágio T3N1M0) do esôfago, especialmente quando há linfonodomegalia regional, como ilustrado pelo caso clínico. O objetivo é reduzir o volume tumoral, aumentar a chance de ressecção completa (R0) e melhorar a sobrevida global.
Segundo evidências científicas sólidas, como o estudo NEOCRTEC5010: “O grupo que recebeu terapia neoadjuvante (CRT) teve maior taxa de ressecção R0, melhor sobrevida global e aumento da sobrevida livre de doença que o grupo tratado com cirurgia isolada.” Essa abordagem encontra respaldo nas principais diretrizes internacionais e em obras de referência como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e publicações do UpToDate, que apontam para a superioridade dessa associação terapêutica em tumores localmente avançados.
Análise das alternativas incorretas:
A) Cirurgia: A cirurgia isolada não é suficiente em tumores T3N1M0, pois não aborda doença microscópica ou linfonodal oculta, resultando em piores resultados oncológicos.
B) Quimioterapia paliativa: Essa opção se reserva para doença metastática ou desempenho funcional muito comprometido, contextos que não se aplicam ao caso.
C) Quimiorradioterapia definitiva: Indicada apenas quando não há possibilidade cirúrgica, seja por inoperabilidade ou recusa do paciente. Aqui, o paciente é operável e com bom status clínico (PS 1).
Estratégias de resolução: Identifique o estadiamento localmente avançado (adventícia + linfonodos) e foque nos protocolos atuais, que sempre associam terapias neoadjuvantes à cirurgia com potencial curativo nas situações operáveis.
É importante lembrar que, em concursos, muitas vezes há termos semelhantes (quimiorradioterapia “definitiva” versus “neoadjuvante”). Atenção: a palavra “neoadjuvante” é o termo-chave para tumores potencialmente ressecáveis localmente avançados!
Resumo: Em carcinoma escamoso de esôfago localmente avançado, quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia é a conduta com maior respaldo científico e melhor prognóstico.
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