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Q91600 Medicina

Roberto, um funcionário público com 35 anos de idade, procurou atendimento médico por apresentar, há 15 dias, dor em pontada, diária, localizada em região lombar direita, que quantifica em um valor de 5 em uma escala entre 0 a 10 pontos, precipitada pelo ato de se levantar, sem irradiação para outros sítios anatômicos. Roberto trabalha na função de digitador por 40 horas semanais. Seu exame físico mostrou os seguintes dados de relevância: dor com o movimento de extensão da coluna lombar e à palpação das apófises das vértebras lombares e da musculatura lombar à direita; deambulação normal e ausência de sinais de atrofia, de fraqueza muscular e de assimetrias na coluna vertebral.

De acordo com o caso clínico descrito acima, julgue os itens a seguir.

O fato de a marcha ser normal indica que há preservação da força muscular dos membros inferiores.

Alternativas

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Gabarito: E (Errado)

Tema central: A questão aborda a relação entre a marcha normal e a força muscular dos membros inferiores. Trata-se de conhecimento básico, mas fundamental em Ortopedia, Neurologia e Medicina Clínica.

Justificativa para a alternativa correta:

Uma marcha normal pode indicar apenas que, naquele momento, o paciente consegue caminhar sem alteração evidente na observação clínica. Entretanto, não é suficiente para afirmar que a força muscular dos membros inferiores está totalmente preservada.

A marcha é resultado de múltiplos fatores: força, coordenação, equilíbrio, sensibilidade, integridade óssea e articular, entre outros. Mesmo com algum grau leve de fraqueza, o paciente pode compensar o déficit com outros grupos musculares ou ajustar sua marcha, mascarando limitações. Assim, apenas a observação da marcha não substitui exames específicos de força!

Evidências científicas e normas:

Autores como Adams & Victor ("Princípios de Neurologia") e diretrizes em reabilitação preconizam o uso de testes específicos de força muscular, como manobras de resistência, para avaliar adequadamente a função neuromuscular.

Estudo publicado na Acta Fisiátrica mostrou que a força média do membro inferior explica apenas parcialmente a velocidade e padrão de marcha após lesão neurológica, sugerindo que, mesmo caminhando normalmente, pode haver déficits de força subclínicos.

Crítica à alternativa incorreta (“Certo”):

Marcar “certo” seria incorreto, pois presume um raciocínio clínico perigoso. O diagnóstico da força requer avaliação ativa, como a escala de Oxford ou testes de sentar-levantar. Não basta apenas olhar a marcha.

Estratégia em concurso:

Fique atento a pegadinhas em que há generalizações: termos como “indica”, “sempre”, “apenas” merecem desconfiança e análise crítica. Sempre questione se há comprovação clínica ou exame específico para afirmar o diagnóstico.

Resumo prático: Uma marcha normal não afasta, sozinha, comprometimento leve de força muscular dos membros inferiores. Avaliações adicionais são essenciais na prática clínica e nas provas!

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