A internação de pacientes com alterações glicêmicas é freque...

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Q3884349 Medicina
A internação de pacientes com alterações glicêmicas é frequente. Considerando as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2025) sobre a hiperglicemia hospitalar em pacientes não críticos, é correto afirmar:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em paciente hospitalizado não crítico com hiperglicemia persistente, a SBD recomenda insulinoterapia programada com insulina basal associada a bolus pré-prandiais; por isso, a alternativa A é a única compatível com a diretriz.

Tema central: Hiperglicemia hospitalar não crítica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reproduz a recomendação decisiva da SBD no manejo do paciente internado não crítico com hiperglicemia persistente. A diretriz recomenda esquema programado com insulina basal mais bolus pré-prandiais, e não conduta reativa isolada, por associar-se a melhor controle glicêmico e a redução de desfechos desfavoráveis e do tempo de internação. Esse é exatamente o critério técnico cobrado.
B
Errada
Está errada porque transfere para o ambiente hospitalar uma lógica de ajuste tardio que contraria a diretriz. Na internação, a insulinoterapia deve ser reavaliada e ajustada precocemente conforme a monitorização glicêmica e as características clínicas, tipicamente de forma diária e padronizada. Aguardar 4 a 5 dias diante de hiperglicemia persistente é manejo inadequado e potencialmente inseguro.
C
Errada
Está errada porque restringe a pesquisa de cetonas a um ponto de corte arbitrário de glicemia >500 mg/dL, e esse não é o critério da diretriz. A investigação de cetose/cetoacidose depende de suspeita clínica de CAD e do contexto, não desse limiar exclusivo; além disso, a SBD destaca a cetonemia capilar como método recomendado quando há suspeita, por maior acurácia que a cetonúria.
D
Errada
Está errada porque nega a necessidade de vigilância glicêmica justamente em um grupo de risco. O uso de glicocorticoide pode induzir hiperglicemia hospitalar mesmo em pacientes sem diagnóstico prévio de diabetes, motivo pelo qual a diretriz sustenta monitorização glicêmica capilar regular durante a internação. Portanto, dispensar glicemias capilares diárias nesse cenário contraria o manejo recomendado.
E
Errada
Está errada porque afirma ausência de evidência onde a diretriz reconhece possibilidade de uso. A base informa que há estudos e aceitação de uso selecionado de IDPP-4, isoladamente ou com insulina basal, em pacientes não críticos com hiperglicemia leve ou moderada, com ajuste para função renal quando necessário. Assim, a negativa categórica da alternativa é falsa.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma recomendação explícita da diretriz com alternativas que parecem plausíveis por hábito de prática inadequada: ajuste tardio de insulina, uso de ponto de corte fixo para cetonas, ausência de monitorização com glicocorticoide e exclusão absoluta de IDPP-4 no hospital.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer paciente hospitalizado não crítico com hiperglicemia persistente, procure a estratégia programada recomendada pela diretriz: basal + bolus pré-prandial.
  • Em internação, descarte alternativas que proponham esperar vários dias para ajustar insulina; a reavaliação deve ser precoce e guiada por glicemias e quadro clínico.
  • Não aceite critérios rígidos como 'cetonas só acima de 500 mg/dL'; suspeita de CAD é clínico-laboratorial.
  • Lembre que glicocorticoide exige monitorização glicêmica e que a diretriz admite IDPP-4 em pacientes não críticos selecionados.

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