Paciente, masculino, de 25 anos, sem histórico médico signi...

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Q4194696 Medicina
Paciente, masculino, de 25 anos, sem histórico médico significativo, se apresenta ao pronto-socorro descrevendo não estar bem no último dia, apresentando febre e palidez cutânea, e aparecimento de hematoma em MIE secundário a trauma. Sinais vitais na chegada: temperatura de 39,0 ºC, frequência cardíaca de 110, pressão arterial de 110/70, saturação de O2 de 95%, frequência respiratória (FR) de 20. Exame laboratoriais: Hemoglobina (7 g/dL), hematócrito (14,2%), contagem de plaquetas (10 x 109/L), haptoglobina (< 30 mg/dL), lactato desidrogenase (LDH; 1.885 U/L) e bilirrubina indireta (3,2 mg/dL). O esfregaço de sangue periférico revelou uma contagem de reticulócitos anormalmente elevada (18,7%) e presença de esquistócitos.
O clínico geral que o atendeu entra em contato com o hematologista do hospital e pergunta sobre as evidências para o procedimento de plasmaférese. O que a Sociedade Americana de Aférese (ASFA) recomenda para este paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso é compatível com trombótica microangiopatia, especialmente TTP aguda, pela associação de anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia grave, esquistócitos e marcadores de hemólise; para TTP, a ASFA classifica a troca plasmática terapêutica como Categoria I, Grau 1A, o que sustenta a alternativa A.

Tema central: TTP e plasmaférese
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro descrito é o padrão de TTP aguda em prova: anemia hemolítica microangiopática mais trombocitopenia grave, com esquistócitos e marcadores laboratoriais de hemólise. Na ficha específica de TTP, a ASFA recomenda troca plasmática terapêutica como tratamento de primeira linha, não como medida adjuvante ou de resgate, com classificação Categoria I e Grau 1A. Esse enquadramento é exatamente o que a questão pede.
B
Errada
Está errada porque, embora mantenha Categoria I, troca o grau de recomendação. Para TTP, a ASFA não usa 1B, e sim 1A. O erro aqui é de classificação formal da diretriz.
C
Errada
Está errada porque rebaixa indevidamente a plasmaférese para Categoria II, como se fosse segunda linha. Na TTP aguda, a troca plasmática terapêutica é tratamento de primeira linha segundo a ASFA; além disso, o grau também está incorreto, porque a recomendação é 1A.
D
Errada
Está errada principalmente pela categoria. Categoria II implicaria que a aférese não é a terapia inicial padrão, o que contraria a diretriz para TTP. Na TTP, a TPE faz parte da abordagem inicial e a ASFA a enquadra em Categoria I; o grau 1B também não corresponde ao item da diretriz.
E
Errada
Está errada porque Categoria III, Grau 2C sugere papel incerto ou individualizado com evidência fraca, o oposto do que a ASFA estabelece para TTP. Isso é incompatível com uma indicação clássica e de primeira linha como a troca plasmática na TTP.
Pegadinha da questão
A banca não exige nomear o diagnóstico para então perguntar a conduta, mas força esse passo de forma indireta: era preciso reconhecer TTP mesmo sem a pentade completa e sem ADAMTS13 informado; quem confundisse o quadro com outra TMA ou esperasse confirmação laboratorial definitiva tenderia a errar a categoria da ASFA.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver esquistócitos + trombocitopenia grave + marcadores de hemólise microangiopática, pense primeiro em TMA; no contexto agudo da prova, isso aponta fortemente para TTP.
  • Na TTP, não trate a plasmaférese como adjuvante ou segunda linha: pela ASFA, TPE é Categoria I.
  • Se a alternativa variar só entre graus 1A e 1B, o detalhe decisivo pode ser a classificação literal da diretriz; para TTP na ASFA, o grau é 1A.

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