Antes de indicar uma transfusão sanguínea, é necessário ava...

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Q4194695 Medicina
Antes de indicar uma transfusão sanguínea, é necessário avaliar o nível de hemoglobina do paciente e sua condição clínica, incluindo velocidade de queda da hemoglobina, volemia do paciente, presença de taquipneia, dor precordial, tontura, hipotensão arterial e taquicardia não responsiva a volume.
De acordo com esse tema, qual a associação correta em relação à indicação de transfusão de concentrado de hemácias e o diagnóstico do paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A base de decisão distingue o limiar geral de 7 g/dL para adultos hospitalizados hemodinamicamente estáveis do cenário perioperatório ortopédico, em que o limiar restritivo recomendado é Hb < 8 g/dL; por isso, a associação da alternativa C é a compatível com a diretriz.

Tema central: Limiar transfusional de hemácias
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque, em paciente adulto em UTI que esteja hemodinamicamente estável, a estratégia restritiva usual usa gatilho em Hb de 7 g/dL, não acima disso. O erro médico objetivo é inverter o sentido do corte: Hb > 7,0 g/dL não configura indicação transfusional rotineira nesse contexto.
B
Errada
Errada porque a alternativa trata síndrome coronariana aguda como se houvesse uma indicação universal fixa por Hb > 9,0 a 10 g/dL. Na base, esse cenário é dependente de diretriz e contexto, e a formulação não serve como regra geral simplificada de gatilho transfusional; além disso, indicação transfusional se relaciona ao limiar/gatilho, não a valor acima dele.
C
Certa
Em pacientes submetidos a cirurgia ortopédica, a base aponta explicitamente que o limiar restritivo recomendado para transfusão de concentrado de hemácias é Hb de 8 g/dL. Assim, a alternativa C é a associação correta entre cenário clínico e gatilho transfusional, correspondendo à exceção clássica ao limiar geral de 7 g/dL dos pacientes estáveis.
D
Errada
Errada porque, no sangramento intestinal com estabilidade hemodinâmica, a estratégia restritiva clássica gira em torno de Hb de 7 g/dL. O valor de 7,5 g/dL não é apresentado na base como corte canônico geral para esse cenário, então a associação não corresponde ao limiar padrão cobrado.
E
Errada
Errada pelo mesmo princípio da alternativa A. Pacientes críticos hospitalizados, se hemodinamicamente estáveis, seguem estratégia restritiva com limiar em torno de 7 g/dL. Portanto, Hb > 7,0 g/dL não é gatilho de transfusão de rotina. O erro é transformar gravidade ou internação em indicação liberal sem respaldo no limiar descrito na base.
Pegadinha da questão
A banca explorou principalmente a inversão do sinal do limiar transfusional nas alternativas com Hb > 7 g/dL e a confusão entre o limiar geral de 7 g/dL para pacientes estáveis e a exceção clássica da cirurgia ortopédica, em que se aceita Hb < 8 g/dL.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a questão está falando de paciente hospitalizado hemodinamicamente estável; nesse grupo, o limiar geral da estratégia restritiva é 7 g/dL.
  • Memorize a exceção clássica cobrada em prova: cirurgia ortopédica associa-se a limiar de 8 g/dL.
  • Quando a alternativa trouxer indicação com Hb acima do valor de corte, verifique se houve inversão lógica do gatilho transfusional.
  • Em síndrome coronariana aguda e sangramento ativo, não simplifique a decisão só pelo número isolado; a base exige atenção ao contexto clínico e à diretriz específica.

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