A necessidade de hemocomponentes nos hospitais continua a ul...

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Q4194691 Medicina
A necessidade de hemocomponentes nos hospitais continua a ultrapassar o volume coletado pelos serviços de transfusão. Estudos demonstraram que há frequentemente um exagero nas solicitações de hemocomponentes para procedimentos e intervenções cirúrgicas eletivas, além das necessidades reais e previstas.
Assinale a alternativa em que a correlação entre a necessidade de transfusão profilática de plaquetas e as respectivas intervenções está correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A base decisiva é a diretriz da British Society for Haematology: para punção lombar, o limiar profilático é 40 x 10^9/L (40.000/mm3), e a questão pede exatamente a correlação procedimento-limiar.

Tema central: Limiar pré-procedimento plaquetário
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque 50.000/mm3 superestima a necessidade para cateter venoso central. Pela base, em diretrizes hematológicas tradicionais e no resumo da BSH, o limiar clássico para CVC é cerca de 20.000/mm3, compatível com procedimento em sítio compressível e risco hemorrágico menor que o de procedimentos neuraxiais ou em órgão sólido.
B
Errada
Está errada porque endoscopia digestiva com biópsia não se correlaciona classicamente com 25.000/mm3. A base informa que, quando se admite meta pré-procedimento para biópsia, costuma-se trabalhar com patamar mais alto, frequentemente em torno de 50.000/mm3, já que biópsia mucosa tem risco hemorrágico maior do que o valor proposto admite.
C
Certa
A punção lombar envolve risco de sangramento em espaço não compressível, o que exige meta plaquetária própria e superior à de procedimentos mais compressíveis. Pela referência decisiva da base, a BSH relaciona punção lombar ao limiar de 40 x 10^9/L, isto é, 40.000/mm3, sustentando tecnicamente a alternativa C. A própria base ressalta que há variação entre diretrizes e que o gabarito oficial mostra que a banca adotou a referência que usa 40.000/mm3.
D
Errada
Está errada porque extração dentária depende de hemostasia local e não tem como limiar clássico geral 20.000/mm3 para transfusão profilática. A base destaca que esse tipo de procedimento pode ser manejado com hemostasia local, mas a associação proposta não corresponde a um valor clássico padronizado para extração dentária convencional.
E
Errada
Está errada porque biópsia hepática percutânea é procedimento de maior risco hemorrágico em órgão sólido e não compressível; pela base e pela BSH, a meta habitual é cerca de 50.000/mm3. O valor de 10.000/mm3 pertence à profilaxia em trombocitopenia hipoproliferativa sem procedimento, e aplicá-lo aqui confundiria profilaxia basal com preparo para procedimento invasivo.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre limiares de profilaxia em trombocitopenia estável fora de procedimento e limiares pré-procedimento, além de diferenciar procedimentos compressíveis dos não compressíveis; por isso, valores como 10.000/mm3 e 50.000/mm3 aparecem deslocados para induzir erro.
Dica para questões semelhantes
  • Associe o limiar ao risco hemorrágico real do procedimento, não a um número fixo para tudo.
  • Procedimentos em espaço não compressível ou órgão sólido tendem a exigir metas mais altas que procedimentos superficiais ou compressíveis.
  • Não use 10.000/mm3 como valor pré-procedimento invasivo; esse número pertence à profilaxia basal em contextos específicos sem procedimento.
  • Se a questão trouxer punção lombar, CVC e biópsia hepática, compare com a referência clássica da banca: CVC 20.000/mm3, punção lombar 40.000/mm3, biópsia hepática percutânea 50.000/mm3.

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