Paciente de 65 anos do sexo masculino, portador de hipertens...

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Q2317855 Medicina
Paciente de 65 anos do sexo masculino, portador de hipertensão arterial sistêmica (HAS), dá entrada na emergência com dor lombar súbita de forte intensidade à direita. Fez uso de dipirona em casa sem melhora da dor.
Ao exame físico: PA 162 x 94 mmHg, FC 104 bpm, TA axilar 36.4oC. Ausculta respiratória e cardíacas sem alterações. Presença do sinal de Giordano positivo à direita. Exames complementares: ureia 64 mg/dL; creatinina 1,6 mg/dL (exame anterior há 1 mês com creatinina de 1,7 mg/dL); hemograma: Hto 40%; Hb 14,5 g%; leucometria 8.000/mm3 com diferencial normal; plaquetometria 200 mil/mm3. EAS com hematúria e nitrito negativo. Tomografia de abdome sem contraste demonstrou cálculo de 3 mm em porção distal de ureter direito sem hidronefrose.
Para esse caso, assinale a opção que indica a melhor conduta. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo de nefrolitíase ureteral (cálculo no ureter), especialmente em pacientes com cálculos pequenos, sem sinais de complicação. O conhecimento de protocolos clínicos, fisiopatologia dos cálculos e condutas baseadas em diretrizes é fundamental para o cargo de Analista Legislativo na área da saúde.

Justificativa da alternativa C (correta):
Pacientes com cálculo ureteral distal menor que 5 mm, sem infecção urinária, insuficiência renal progressiva ou sinais de obstrução significativa, devem ser tratados de forma ambulatorial com analgesia (preferencialmente AINEs como cetorolaco) e incentivo à ingestão hídrica. Segundo as Diretrizes Brasileiras da Sociedade Brasileira de Nefrologia: “Pacientes com cálculos ureterais menores que 5 mm, sem sinais de infecção ou obstrução significativa, podem ser manejados de forma conservadora com analgesia adequada e aumento da ingestão hídrica, aguardando a eliminação espontânea do cálculo.”

O exame físico e laboratorial do caso não aponta infecção (nitrito negativo, leucócitos normais, febre ausente), nem alterações agudas de função renal, e o cálculo é pequeno e distal. A analgesia com AINEs é eficaz para a dor cólica nefrética e o manejo pode ocorrer fora do hospital, com orientação e seguimento.

Análise das alternativas incorretas:

A e B. O item “internar” está contraindicado, pois não há complicações como infecção, obstrução significativa ou piora da função renal. O uso de opiáceos (B) é reservado para casos sem resposta a AINEs.

D. Apesar de propor tratamento ambulatorial, sugere analgesia com opiáceo como primeira escolha. Segundo as diretrizes, os AINEs são preferenciais devido à eficácia e menor risco de efeitos adversos a longo prazo.

E. Indica chamada de urologista de urgência sem justificativa clínica, pois o caso não tem critério de urgência para intervenção urológica.

Estratégias em concursos: Atenção aos critérios de gravidade: infecção urinária, deterioração da função renal e hidronefrose relevante indicam urgência! A ausência destes permite conduta ambulatorial. Pegadinhas comuns incluem indicação precoce de internamento ou intervenção urológica em casos não complicados.

Resumo final: O manejo conservador para cálculos <5 mm e sem complicação é sempre o inicial, conforme recomendações nacionais e internacionais (SBN, MSD, UpToDate, Harrison). Analgesia adequada, hidratação e orientação são condutas essenciais.

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Comentários

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A questão apresenta um caso de um paciente idoso com dor lombar súbita e forte, que é um sintoma característico de cólica renal, associado ao sinal de Giordano positivo. A tomografia de abdome sem contraste revelou um cálculo ureteral de 3 mm sem hidronefrose, sugerindo que o cálculo tem chance de ser eliminado espontaneamente, visto que não está causando obstrução importante. A alternativa correta, a D, sugere tratar o paciente ambulatorialmente, ou seja, sem necessidade de internação, visto que suas condições clínicas não parecem indicar uma urgência cirúrgica ou intervenção imediata, e sua função renal está estável em comparação com exame anterior. Propõe-se analgesia com opiáceo, que é adequada para o controle da dor intensa, além de estimular a ingestão hídrica, que pode ajudar na eliminação do cálculo. Espera-se que o cálculo seja eliminado de maneira espontânea, o que é viável devido ao seu pequeno tamanho. As outras opções sugerem internação ou contato de urgência com o urologista, o que não é justificado neste caso, dado que não há sinais de infecção, hidronefrose ou piora da função renal. Além disso, cetorolaco não é preferencial em relação a opiáceos para o controle de dor intensa, e pode haver maior risco de efeitos adversos, especialmente em pacientes idosos e/ou com condições renais.

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