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Q3614389 Medicina
“Lesões cutâneas consistem em uma ou algumas máculas hipoestésicas, centralmente hipopigmentadas, com bordas nítidas e elevadas. O exantema, como em todas as formas de hanseníase, não é pruriginoso. As áreas afetadas por esse exantema ficam dormentes por causa das lesões nos nervos periféricos subjacentes e podem estar muito aumentadas.”

(fonte: https://www.msdmanuals.com/ptbr/profissional/doen%C3%A7asinfecciosas/micobact%C3%A9rias/hansen%C3%ADa se) .

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Alternativas

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Tema central: Identificação da forma clínica da hanseníase a partir de achados dermatoneurológicos. A chave está na morfologia das lesões (número, bordas, relevo), na alteração de sensibilidade e no comprometimento neural.

Alternativa correta: C — Hanseníase Tuberculoide (TT)

O enunciado descreve poucas lesões (1–algumas) em máculas/placas hipocrômicas, bem delimitadas, com bordas elevadas e hipoestesia ou anestesia, sem prurido. Esse padrão é típico da forma tuberculoide, que reflete imunidade celular robusta contra o Mycobacterium leprae, levando a lesões paucibacilares e neurotropismo acentuado (espessamento neural e perda sensorial precoce). Baciloscopia tende a ser negativa; histologia com granulomas tuberculoides e destruição de ramos nervosos.

Por que as demais estão incorretas?

A — Hanseníase Lepromatosa (LL): Apresenta muitas lesões simétricas, infiltração difusa, pápulas/nódulos, fácies leonina, bordas mal definidas e hipoestesia tardia; é multibacilar. Não corresponde a “poucas lesões bem delimitadas com bordas elevadas”.

B — Hanseníase Indeterminada: Lesões poucas, porém mal delimitadas, planas, discretas, com hipoestesia sutil e sem bordas elevadas. É uma forma inicial que pode regredir ou evoluir para TT/LL.

D — Hanseníase Multibacilar (MB): Classificação operacional (OMS/MS) para >5 lesões ou baciloscopia positiva, englobando borderline/lepromatosa. O quadro descrito é paucibacilar típico de TT.

E — Nenhuma das alternativas: Inadequada porque a descrição é clássica de tuberculoide.

Diagnóstico e exames

- Clínica (triade OMS/MS): lesão cutânea com alteração de sensibilidade; espessamento neural associado; e/ou baciloscopia positiva. Em TT: baciloscopia geralmente negativa. Testar tato, dor e temperatura; palpar nervos (ulnar, fibular comum, tibial posterior, auricular).

- Biópsia: granulomas epitelioides, células gigantes tipo Langhans, destruição de anexos/terminações nervosas.

Tratamento (conduta padrão)

Forma paucibacilar (TT): poliquimioterapia OMS/MS com rifampicina mensal supervisionada + dapsona diária por 6 meses. Prevenção de incapacidades e manejo de reações: tipo 1 (neurite) com corticosteroide.

Pegadinhas de prova: o termo “exantema” pode confundir; na hanseníase, as lesões não coçam. As pistas decisivas aqui são: poucas lesões, bordas nítidas e elevadas e hipoestesia.

Referências: OMS (WHO) Guidelines for the diagnosis, treatment and prevention of leprosy; Ministério da Saúde – Guia prático de hanseníase; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; MSD Manual.

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