Quando a prova de compatibilidade sanguínea resulta positiv...

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Q4194680 Medicina
Quando a prova de compatibilidade sanguínea resulta positiva, há necessidade de avaliação desse resultado, e o paciente não deve ser transfundido até que a causa da incompatibilidade tenha sido completamente esclarecida.
Com relação a essa afirmativa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A prova cruzada maior avalia a compatibilidade entre o soro/plasma do receptor e as hemácias do doador; sua positividade pode ocorrer por aloanticorpos ou por autoanticorpos do paciente que reajam com antígenos presentes nas hemácias testadas, o que torna a alternativa A compatível com a base médico-imuno-hematológica da questão.

Tema central: Prova cruzada positiva
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a prova cruzada maior detecta incompatibilidade sorológica entre o soro/plasma do receptor e as hemácias do doador. Se o paciente tem autoanticorpo eritrocitário circulante, esse anticorpo pode reagir com antígenos presentes nas hemácias do doador e gerar prova cruzada positiva, mesmo sem um aloanticorpo específico contra aquele doador. Esse é um mecanismo imuno-hematológico reconhecido de incompatibilidade na prova cruzada.
B
Errada
Está errada porque antígeno de baixa frequência não é antígeno incapaz de reagir. Se esse antígeno estiver presente nas hemácias do doador e o receptor tiver o anticorpo correspondente, a prova cruzada pode sim ser positiva. Baixa frequência reduz probabilidade de encontro, mas não elimina a possibilidade biológica de incompatibilidade.
C
Errada
Está errada pelo termo absoluto "sempre". Um doador Rh positivo tipado erroneamente como Rh negativo só produzirá prova cruzada positiva se houver anticorpo correspondente no receptor, como anti-D. A simples presença do antígeno D nas hemácias do doador não basta para positivar a prova sem interação antígeno-anticorpo detectável.
D
Errada
Está errada porque superestima a capacidade do teste. A prova cruzada reduz o risco de reação hemolítica por anticorpos detectáveis, mas não acusa todos os erros de tipagem sanguínea nem previne toda imunização eritrocitária. Ela demonstra compatibilidade sorológica imediata para hemácias, não funciona como barreira absoluta contra todo erro transfusional.
E
Errada
Está errada porque generaliza indevidamente a rotina de compatibilização de concentrado de hemácias para outros hemocomponentes. A prova cruzada é rotina para hemácias; não é realizada da mesma forma como exigência rotineira para plaquetas e plasma fresco congelado, que seguem lógica distinta de compatibilização.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que apenas aloanticorpo pode positivar a prova cruzada e aceitar alternativas com absolutos como "sempre" ou "não resultam", que ignoram a necessidade de reação antígeno-anticorpo efetiva.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique o que o teste avalia: na prova cruzada maior, é soro/plasma do receptor contra hemácias do doador.
  • Não exclua positividade só porque o antígeno é de baixa frequência; se ele estiver presente no doador e houver anticorpo no receptor, a reação pode ocorrer.
  • Desconfie de alternativas com "sempre" e "nunca" em imuno-hematologia, porque a positividade depende da presença do anticorpo correspondente.
  • Não atribua à prova cruzada capacidade de detectar todos os erros transfusionais ou de se aplicar da mesma forma a todos os hemocomponentes.

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