Paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com ...

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Q2317849 Medicina
Paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com duas hospitalizações por exacerbação nos últimos 6 meses.
O hemograma possui policitemia, leucometria normal e sem eosinofilia.

Legenda:

LAMA – antagonista muscarínico de longa duração;
LABA - agonista beta 2 de longa duração;
SAMA - antagonista muscarínico de curta duração; e
SABA - agonista beta 2 de curta duração.

Seu tratamento nesse momento, deve incluir, além de SABA quando necessário, o uso de
Alternativas

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Tema Central: O tema é tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) na fase de exacerbações frequentes, situação que exige avaliação criteriosa e escolha terapêutica baseada em evidências e diretrizes atualizadas.

Justificativa da Alternativa Correta (C):

O paciente possui histórico de duas hospitalizações por exacerbação nos últimos seis meses, o que o classifica como alto risco segundo a GOLD 2025. Além disso, seu hemograma não apresenta eosinofilia, tornando LAMA + LABA a combinação preferencial. Essa associação reduz exacerbações, melhora sintomas e limita efeitos adversos, diferentemente do uso de corticosteroides inalatórios que são reservados aos pacientes com eosinofilia significativa (>300 células/µL).

Base Científica:

Estudos indicam que LAMA + LABA é superior à monoterapia e, especialmente em pacientes sem eosinofilia, reduz a frequência de exacerbações e não acarreta riscos aumentados de pneumonia – efeito colateral dos corticosteroides em pacientes sem indicação precisa. (GOLD 2025, página 81; UpToDate “Management of stable COPD”)

Análise das Alternativas Incorretas:

  • A) LAMA + corticoide inalatório regular: O corticosteroide inalatório deve ser reservado apenas com eosinofilia elevada.
  • B) LABA + corticoide inalatório regular: Abordagem insuficiente para redução de exacerbações no alto risco e corticosteroide não indicado sem eosinofilia.
  • D) LAMA + LABA + corticoide inalatório regular: Apenas indicado se houver eosinofilia significativa ou exacerbações persistentes, o que não é o caso.
  • E) LAMA + SABA: SABA é de ação curta, usado para alívio pontual, não como manutenção. Faltaria o LABA.

Orientação Estratégica: Sempre leia atentamente o contexto clínico: anote riscos de exacerbação, presença de eosinofilia e diferencie medicamentos de alívio e manutenção. Pegadinhas frequentes envolvem o uso inadequado de corticosteroide sem eosinofilia ou omissão de um dos broncodilatadores de longa.

Segundo a GOLD 2025, página 81: "A combinação de LAMA + LABA é recomendada como regime inicial em pacientes com alto risco de exacerbações e baixo nível de eosinófilos sanguíneos."

Resumo Final: LAMA + LABA representa a opção correta e segura neste caso.

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A questão apresenta um paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que tem um histórico de exacerbações frequentes, demonstrando uma doença mais grave. A escolha do tratamento farmacológico deve ser baseada na gravidade da doença e na frequência das exacerbações. A opção correta é a alternativa C - LAMA + LABA. A combinação de um antagonista muscarínico de longa duração (LAMA) e um agonista beta-2 de longa duração (LABA) é indicada para pacientes com DPOC moderada a grave que continuam sintomáticos apesar do uso de um broncodilatador de longa duração isoladamente e/ou para aqueles que têm exacerbações frequentes. Essa combinação proporciona uma broncodilatação mais efetiva, melhorando a função pulmonar, reduzindo sintomas e o risco de exacerbações. A opção de adicionar corticoide inalatório regular seria mais adequada para pacientes com eosinofilia no hemograma ou com asma associada, o que não é mencionado no cenário clínico fornecido. Portanto, a adição de corticoide inalatório sem evidência de eosinofilia ou características de asma não é recomendada como parte do tratamento de manutenção inicial na DPOC.

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