A criptococose é uma infecção fúngica potencialmente grave...
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Tema central: Criptococose é micose sistêmica causada por Cryptococcus neoformans e C. gattii, adquirida por inalação. É neurotrópica, com forte predileção por meninges, especialmente em imunossuprimidos (HIV, transplante), mas também pode ocorrer em imunocompetentes (C. gattii). Lesões orais são raras e costumam indicar disseminação.
Alternativa correta: E – O fungo é neurotrópico; a primeira manifestação pode ser meningite criptocócica. Clínica típica: cefaleia, febre, náuseas, alterações visuais e hipertensão intracraniana. Diagnóstico no LCR: antígeno criptocócico (CrAg) por teste de fluxo lateral, tinta-da-China (visualiza cápsula) e cultura. Diretrizes IDSA/WHO e Harrison’s corroboram que a meningoencefalite é a apresentação mais comum e grave. Tratamento-padrão (para contextualização): anfotericina B + flucitosina (indução), seguido de fluconazol (consolidação e manutenção). Referências: IDSA 2010/2022; WHO 2018/2022; UpToDate; Harrison’s.
Análise das incorretas
A) Descreve infiltrado granulomatoso inespecífico. Embora biópsia mostre granulomatose, o diagnóstico requer visualização de leveduras encapsuladas (mucicarmina, PAS, GMS), CrAg e cultura. Afirmar que a biópsia “mostrará” apenas inflamação não distingue de outras micoses ou tuberculose.
B) Ecologia equivocada. “Clima semiárido, movimentação de solo, cavernas com morcegos e galinheiros” descreve histoplasmose ou coccidioidomicose, não criptococose. Cryptococcus relaciona-se a fezes de pombos e oco de árvores (eucalipto, para C. gattii) em ambientes urbanos/maduros, com distribuição mundial.
C) Lesões orais podem mimetizar neoplasia, mas “bordas em rolete” é achado mais típico de carcinoma epidermoide e leishmaniose. Hipersialia não é manifestação clássica da criptococose oral. Linfadenopatia cervical pode ocorrer, porém não é constante. A alternativa mistura elementos verdadeiros com achados pouco característicos.
D) Não há transmissão humano–humano (exceção: transplante de órgãos/tecidos). A ideia de que estrogênio inibe “transição micélio→levedura” é pegadinha: Cryptococcus é levedura encapsulada, não dimórfica. A maior incidência em homens envolve fatores imunológicos/ambientais, não esse mecanismo hormonal simplista.
Dicas de prova: Palavras-chave como neurotrópico e meningite apontam para a correta. Desconfie de alternativas que citem transmissão interpessoal ou dimorfismo micélio/levedura para Cryptococcus. Em lesões orais, lembre-se dos corantes especiais e do CrAg para confirmação.
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O fungo é neurotrópico e, por isto, a primeira manifestação clínica pode ser a meningite e outras alterações devido à infecção no sistema nervoso central.
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