No contexto de tumores odontogênicos, qual das alternativas...
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Tema central: Ameloblastoma é um tumor odontogênico epitelial benigno, de crescimento lento, porém localmente agressivo, mais comum na mandíbula (região posterior/ângulo-rama). Apesar de benigno, pode destruir osso e recidivar se tratado de forma conservadora.
Alternativa correta (E) — Justificativa: Define com precisão o ameloblastoma: benigno, derivado do epitélio odontogênico (restos de lamina dentária, epitélio do órgão do esmalte), crescimento lento e invasivo localmente, com predomínio mandibular. Radiograficamente pode ser uni ou multilocular (“bolhas de sabão”/“favo de mel”), com expansão cortical e reabsorção radicular. Histologicamente, padrões folicular/plexiforme são clássicos. Essas características estão de acordo com Neville (Patologia Oral e Maxilofacial), WHO Classification of Head and Neck Tumours (2022) e UpToDate.
Como pensar na prova: Busque palavras-chave como “epitélio odontogênico”, “benigno”, “localmente agressivo” e “mandíbula”. Desconfie de termos como metástase ou origem glandular na definição de ameloblastoma.
Análise das alternativas incorretas:
A) Chama o tumor de maligno e com predominância na maxila. Ameloblastoma típico é benigno e predomina na mandíbula. Malignidade se aplica ao carcinoma ameloblástico ou ao raro ameloblastoma metastatizante, que não são a definição padrão.
B) “Termo genérico” para qualquer lesão óssea. Incorreto. Ameloblastoma é específico, do epitélio odontogênico, não um rótulo para todas as lesões ósseas.
C) Origem em tecido glandular salivar e com metástase. Descreve tumores de glândulas salivares (ex.: adenocarcinomas). Ameloblastoma não é glandular e geralmente não metastatiza.
D) Origem em células ósseas e disseminação rápida. Isso remete a tumores ósseos (ex.: osteossarcoma). Ameloblastoma é epitelial odontogênico, com crescimento lento.
Diagnóstico (resumo útil): Clínica: aumento de volume indolor, crescimento lento. Imagem: lesão radiolúcida uni/multilocular com expansão cortical e reabsorção radicular; TC/CBCT para extensão. Confirmação: histopatologia. Achados moleculares: mutação BRAF V600E frequente em variantes, com implicações terapêuticas em casos selecionados.
Tratamento (condutas em prova): Padrão-ouro para formas sólidas/multicísticas: ressecção com margens (reduz recidiva). Unicístico pode permitir abordagem mais conservadora (enucleação + adjuvantes) conforme padrão histológico. Seguimento prolongado é essencial pela taxa de recidiva. Referências: Neville; WHO 2022; UpToDate.
Pegadinhas: confundir com tumores de glândulas salivares ou com “tumor maligno”. Lembre-se: benigno, epitelial odontogênico, localmente agressivo, mandíbula.
Fontes-chave: Neville BW et al., Patologia Oral e Maxilofacial; WHO Classification of Head and Neck Tumours (2022); UpToDate – Odontogenic tumors.
Gabarito: E
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