No segundo parágrafo do texto CG3A1-I, o trecho “mas deixa ...
Texto CG3A1-I
Os impactos ambientais gerados pelo crescimento urbano aumentaram consideravelmente, com a redução da qualidade da água segura para a população. Isso ocorreu, também, em Aracaju, que teve seu processo de urbanização pautado em métodos conservadores de traçado urbano.
Em pleno século XXI, a sociedade brasileira encontra-se, ainda, na concepção higienista de cidades, pois busca garantir a infraestrutura básica local, mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos).
Recentemente, as políticas públicas do estado passaram a reconhecer a necessidade de equilíbrio entre o meio ambiente e as questões de drenagem urbana, ao identificarem a importância de manutenção local das águas pluviais, política específica sobre drenagem, gestão integrada das águas urbanas, vegetação e paisagem como elementos complementares às estratégias de drenagem e medidas estruturais extensivas de menor impacto ambiental (como as que visam modificar os processos de chuva-vazão na bacia hidrográfica ou em zona urbanizada, implementadas ao longo de sua extensão, e que incluem o controle da cobertura vegetal e da erosão do solo).
Entretanto, mesmo com a implementação dessas diretrizes, percebe-se que a prática e a execução delas têm sido realizadas de forma muito lenta. As medidas de controle à urbanização dependem de uma política urbana municipal rígida. A atualização do plano diretor de Aracaju é fundamental para a execução de boas práticas, para a manutenção e o equilíbrio da cidade e de seus bairros, no que se refere à preservação do meio natural, ao controle das construções nesse meio, bem como ao equilíbrio da oferta de serviços de saneamento.
Yuri Augusto Dorea de Carvalho Silva, Rebeca Pereira de Souza Diniz e Lina Martins de Carvalho.
Drenagem urbana e espaços livres: reflexões preliminares sobre o caso do Jabotiana em Aracaju/SE.
XIII Encontro de Recursos Hídricos em Sergipe. Associação Brasileira de Recursos Hídricos.
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: A correção depende de a reescrita conservar a oposição de "mas", a estrutura sintático-semântica do período e o valor resultativo de "o que". O trecho-base obrigatório é: "mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos)". Por isso, a alternativa D é a única que mantém esses vínculos com correção gramatical e sentido equivalente.
- Em reescrita, confira primeiro se o conectivo mantém a mesma relação lógica do original; adversidade não pode virar condição ou concessão.
- Observe se expressões como "o que" retomam a oração anterior com valor de consequência; a paráfrase precisa preservar essa retomada.
- Verifique se a regência verbal continua correta após a reformulação, especialmente em trechos com complementos e locuções como "ao transferir à jusante os impactos".
- Elimine alternativas com vírgulas dentro de sintagmas nominais, como entre substantivo e adjetivo, porque isso costuma indicar erro objetivo de pontuação.
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Comentários
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Gabarito D
a) Inicia a frase com o advérbio "contanto", o que de cara não preserva o sentido da frase original.
b) Substitui a conjunção adversativa "mas" pela conjunção concessiva "embora", o que provoca mudança de sentido.
c) Não notei erros gramaticais, mas a alternativa isola os adjetivos "hídricos" e "naturais", o que muda seu sentido de restritivo para explicativo.
d) A alternativa possui as seguintes características:
1. Substituição adequada da conjunção adversativa "mas" por "porém";
2. Substituição adequada do "o que" por "isso", remetendo ao sujeito oracional com o qual concordam o verbo "faz" (no original) e "aumenta" (na alternativa);
3. Substitui "corpos hídricos" por "corpos d’água", praticamente sinônimos;
4. Mantém a relação de causa e consequência entre os impactos relativos à drenagem e à ampliação, à degradação e ao desequilíbrio.
Corrijam-me se eu estiver errado.
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