Apesar de sua importância funcional, as glândulas salivares...
Gabarito comentado
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Tema central: tumores benignos das glândulas salivares maiores (principalmente a parótida). O ponto-chave é identificar qual é o tumor benigno mais comum nesse sítio.
Alternativa correta: E — Adenoma pleomórfico.
Por que é a correta? O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais frequente das glândulas salivares, sobretudo da parótida. Clinicamente, é um nódulo painless, de crescimento lento, móvel, geralmente no lobo superficial. Histologicamente é “misto” (células ductais e mioepiteliais) com estroma condromixoide. Há risco de recorrência se enucleado e de transformação maligna (carcinoma ex-adenoma pleomórfico) quando longamente não tratado. Conduta de escolha: parotidectomia superficial/total com preservação do nervo facial, evitando enucleação por pseudocápsula e extensões microscópicas. (Referências: WHO Classification of Head and Neck Tumours; Neville – Oral and Maxillofacial Pathology; UpToDate).
Estratégia de prova: destaque palavras como “mais comum” + “benigno” + “parótida”. Isso direciona imediatamente para adenoma pleomórfico. Cuidado com a armadilha do Tumor de Warthin, que é muito frequente na parótida, mas não é o mais comum.
Análise das alternativas incorretas
A) Tumor de Warthin (papillary cystadenoma lymphomatosum): segundo benigno mais comum da parótida, forte associação com tabagismo, mais em homens idosos, pode ser bilateral e multifocal. Apesar de típico da parótida, não é o mais comum. (WHO; UpToDate)
B) Adenoma de células basais: benigno, mais raro que o pleomórfico; ocorre na parótida mas com incidência bem menor. Variante “membranosa” pode ser multifocal; ainda assim, não é o mais frequente. (Neville; Burket’s Oral Medicine)
C) Carcinoma mucoepidermoide: maligno, é o carcinoma mais comum das glândulas salivares, inclusive parótida, mas a questão pede tumor benigno. (WHO)
D) Adenoma canalicular: benigno típico de glândulas salivares menores, especialmente lábio superior em idosos; raro na parótida. Portanto, não corresponde ao mais comum das maiores. (Neville)
Diagnóstico e conduta na prática: avaliação com USG e PAAF (quando disponível) para caracterização; RM ajuda em lobo profundo. Tratamento cirúrgico com margens adequadas para reduzir recidiva. Acompanhar pela possibilidade, embora baixa, de transformação maligna com o tempo. (UpToDate)
Fontes essenciais: WHO Classification of Head and Neck Tumours; Neville BW – Oral and Maxillofacial Pathology; Burket’s Oral Medicine; UpToDate (Salivary gland tumors).
Resposta: E) Adenoma pleomórfico.
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