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O manejo de dermatoses em pacientes imunossuprimidos requer ...

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Q3913597 Medicina

O manejo de dermatoses em pacientes imunossuprimidos requer atenção a apresentações atípicas e esquemas terapêuticos ajustados. Acerca desse cuidado, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__) No molusco contagioso, pacientes HIV positivos apresentam lesões idênticas aos imunocompetentes, porém com maior refratariedade ao tratamento.


(__) Pacientes portadores de HIV devem receber o esquema vacinal contra o HPV com 3 doses (0, 2 e 6 meses), diferentemente do esquema de 2 doses para a população geral.


(__) A coinfecção pelo HIV contraindica o tratamento poliquimioterápico padrão para hanseníase devido ao risco de interações medicamentosas graves.


(__) As reações hansênicas em pacientes coinfectados pelo HIV podem ocorrer com maior gravidade, exigindo atenção redobrada durante o tratamento.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A sequência correta é F, V, F, V. O 1º item é falso porque, no HIV, o molusco contagioso pode ter apresentação atípica, extensa, gigante e em sítios incomuns, não sendo "idêntica" à dos imunocompetentes. O 2º item é verdadeiro porque pessoas vivendo com HIV compõem grupo imunodeprimido com esquema de 3 doses da vacina HPV (0, 2 e 6 meses). O 3º item é falso porque a coinfecção por HIV não contraindica a poliquimioterapia padrão da hanseníase; o esquema deve ser mantido conforme a classificação operacional. O 4º item é verdadeiro porque reações hansênicas podem ser mais exuberantes/mais frequentes no contexto de restauração imune e exigem vigilância clínica durante o tratamento.

Tema central: Dermatoses no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque transforma em verdadeiros o 1º e o 3º itens, e ambos estão errados por critério médico objetivo. No molusco contagioso associado ao HIV, a semiologia pode ser atípica, extensa e gigante, portanto a apresentação não é necessariamente idêntica à do imunocompetente. Na hanseníase com HIV, a existência de possíveis interações medicamentosas não equivale a contraindicação formal da PQT; o protocolo é manter o esquema padrão conforme a classificação operacional.
B
Certa
A alternativa B é a única que combina corretamente os quatro julgamentos. O 1º item é falso porque, no HIV, o molusco contagioso pode ser disseminado, gigante, em locais incomuns e refratário, de modo que a frase erra ao dizer que as lesões são idênticas às dos imunocompetentes. O 2º item é verdadeiro porque pessoas vivendo com HIV integram o grupo imunodeprimido que, segundo recomendação oficial do Ministério da Saúde, recebe esquema de 3 doses da vacina HPV em 0, 2 e 6 meses. O 3º item é falso porque a coinfecção por HIV não contraindica a poliquimioterapia padrão da hanseníase; o esquema deve ser mantido conforme a classificação operacional. O 4º item é verdadeiro porque reações hansênicas podem se manifestar de forma inflamatória relevante no contexto de coinfecção e restauração imune, exigindo vigilância clínica.
C
Errada
Incorreta porque marca o 2º item como falso, contrariando a recomendação oficial usada na questão: pessoas vivendo com HIV recebem vacina HPV em 3 doses, aos 0, 2 e 6 meses. O erro aqui é confundir o esquema de grupos imunodeprimidos com o esquema reduzido adotado para parte da população geral.
D
Errada
Incorreta porque considera verdadeiro o 1º item e falso o 4º. O 1º está errado pela semiologia do molusco no HIV, que pode ser atípica, disseminada e gigante, e não simplesmente igual à do imunocompetente. O 4º não deve ser negado porque, na coinfecção HIV-hanseníase, especialmente no contexto de restauração imune, pode haver reação hansênica com expressão inflamatória importante, o que justifica atenção redobrada durante o tratamento.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma metade verdadeira com uma falsa no 1º item: é correto que o molusco no HIV pode ser mais refratário, mas isso não salva a frase porque o termo decisivo é “idênticas”, e justamente esse ponto está errado. Outra confusão real é tomar interação medicamentosa na hanseníase-HIV como se fosse contraindicação da PQT, o que a base refuta.
Dica para questões semelhantes
  • Em imunossuprimidos, não aceite como automática a mesma apresentação clínica do imunocompetente; apresentação atípica pode ser o ponto que invalida a alternativa.
  • Quando a questão cobrar vacinação em PVHIV, use o critério de grupo imunodeprimido; nesta base, HPV exige 3 doses em 0, 2 e 6 meses.
  • Na coinfecção hanseníase-HIV, diferencie necessidade de vigilância e manejo de interações de contraindicação formal: a PQT padrão deve ser mantida conforme a classificação operacional.
  • Em hanseníase associada ao HIV, valorize o risco de reação inflamatória/IRIS; a necessidade de monitorização pode tornar verdadeira uma afirmação de atenção redobrada mesmo sem universalidade.

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