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Q2563442 Medicina

A diarreia é definida formalmente como uma produção fecal de >200g/dia e uma dieta pobre em fibras (tipo ocidental); entendida, também, como fezes moles ou aquosas. Sobre isso, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.


(1) Diarreia osmótica.

(2) Diarreia secretória.

(3) Diarreia exsudativa.


( ) A eliminação ativa de íons causa perda obrigatória de água; geralmente a diarreia é aquosa, na maioria das vezes profusa, não sendo afetada pelo jejum; Na+ e K+ nas fezes se mostram elevados.

( ) A inflamação, a necrose e a descamação da mucosa colônica estão presentes nessa diarreia; em geral, as fezes contêm leucócitos, polimorfonucleares, assim como sangue oculto e macroscópico. As causas incluem infecções bacterianas.

( ) As causas incluem deficiências das dissacaridases (por exemplo: lactase), insuficiência pancreática, crescimento bacteriano excessivo, ingestão de lactulose ou sorbitol, abuso de laxativos polivalentes, síndrome do intestino curto, dentre outras.

Alternativas

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Gabarito: A – 2 • 3 • 1

Tema central: classificação fisiopatológica da diarreia em osmótica, secretória e exsudativa (inflamatória). Essa distinção orienta diagnóstico e conduta. Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; OMS (manejo de diarreias).

Justificativa da alternativa correta (A – 2, 3, 1):

1º enunciado → Diarreia secretória (2): descreve secreção ativa de íons com perda obrigatória de água, fezes aquosas e profusas, não melhora com jejum e Na+/K+ fecais elevados. É o padrão de toxinas (p. ex., cólera), tumores secretores e diarreia por ácidos biliares. Gap osmótico fecal tipicamente baixo (<50 mOsm/kg).

2º enunciado → Diarreia exsudativa (3):inflamação/lesão mucosa com leucócitos e sangue nas fezes. Causas: infecções invasivas (Shigella, Salmonella, Campylobacter), DII, isquemia. Curso febril, dor, tenesmo são comuns.

3º enunciado → Diarreia osmótica (1): por solutos não absorvidos no lúmen: deficiência de lactase, ingestão de lactulose/sorbitol, síndrome do intestino curto, sobrecrescimento bacteriano e má digestão (p. ex., insuficiência pancreática). Melhora com jejum; gap osmótico fecal geralmente >100 mOsm/kg.

Estratégia para a prova: memorize 3 pistas-chave: jejum (melhora = osmótica; não muda = secretória), sangue/leucócitos (exsudativa) e Na+/K+ fecais elevados (secretória). Se aparecer “lactase/sorbitol”, pense osmótica.

Análise das alternativas incorretas:

B – 2 • 1 • 3: erra o 2º item: descreve inflamação com sangue/leucócitos (exsudativa), não osmótica. E o 3º item lista causas clássicas de osmótica, não exsudativa.

C – 3 • 1 • 2: troca tudo: o 1º item é secretório (não melhora no jejum, Na/K altos), não exsudativo; o 2º traz marcadores inflamatórios, não osmóticos; o 3º cita lactase/sorbitol (osmótica), não secretória.

D – 1 • 3 • 2: acerta apenas o 2º item (exsudativa). O 1º não pode ser osmótico porque não é afetado pelo jejum; o 3º não é secretório, pois lista causas de osmótica.

Aplicação clínica rápida: ao investigar diarreia, associe clínica aos exames: teste de jejum, dosagem de Na/K fecais para gap osmótico [≈ 290 − 2(Na+K)], pesquisa de leucócitos/sangue oculto e coprocultura quando houver sinais inflamatórios. Tratamento base: rehidratação (OMS), remoção do agente osmótico, e terapias específicas conforme etiologia.

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