A icterícia do neonato é um fenômeno comum e transitório, pr...

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Q1783926 Medicina
A icterícia do neonato é um fenômeno comum e transitório, principalmente nos bebês que nascem antes da 38ª semana de gravidez. Cerca de 50% dos bebês a termo e 80% dos bebês prematuros desenvolvem icterícia. No atendimento de recém-nascido nos primeiros dias de vida, ainda ictérico, são diagnósticos diferenciais os seguintes itens, EXCETO:
Alternativas

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Tema central: A icterícia neonatal é um achado clínico comum e geralmente benigno, mas pode ser sinal de doenças graves. É fundamental reconhecer seus diagnósticos diferenciais e identificar causas comuns e raras.

Justificativa da alternativa correta (D):
Hipertireoidismo congênito é uma condição extremamente rara em recém-nascidos e não figura entre as causas clássicas ou relevantes de icterícia neonatal. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o distúrbio tireoidiano mais associado à icterícia neonatal é o hipotireoidismo congênito, que pode cursar com icterícia prolongada, diferente do quadro de hipertireoidismo. Assim, opção D é a resposta correta pois se apresenta como exceção entre os diagnósticos diferenciais relevantes.

Análise das demais alternativas:

A) Icterícia do leite maternoCorreta como diagnóstico diferencial: Inicia-se após a primeira semana de vida e pode perdurar até 3 meses. Não precisa ser tratada obrigatoriamente, salvo presença de sinais de gravidade (Fonte: Nelson Tratado de Pediatria, 21ª ed.).

B) Amamentação deficiente – Também chamada “icterícia do aleitamento materno”, acontece pela baixa ingestão calórica, intensificando a reabsorção intestinal da bilirrubina. É diagnóstico diferencial importante nos primeiros dias de vida.
Dica de prova: Palavras como “deficiente” remetem a mau manejo, não à amamentação em si – esteja atento a esse detalhe!

C) Icterícia fisiológicaDiagnóstico mais esperado: Surge no 2º ou 3º dia, com resolução até 14 dias em recém-nascidos a termo. É fenômeno benigno e comum.
Dica: Icterícia que inicia nas primeiras 24h ou persiste além de 2-3 semanas exige investigação!

E) Incompatibilidade ABO – Causa comum de icterícia patológica por hemólise, especialmente em mães com sangue O e RN A ou B. Deve-se avaliar sinais clínicos e laboratoriais de hemólise.

Estratégia de prova:
Fique atento a termos como "exceto", usados para induzir erro. Sempre leia com atenção extrema o comando da questão.

Resumo técnico: Segundo diretrizes e referências como o Nelson e a SBP, hipertireoidismo congênito não é causa relevante de icterícia neonatal; já as demais alternativas citam condições que precisam ser diferenciadas no neonatal ictérico.

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A questão trata sobre a icterícia neonatal e os possíveis diagnósticos diferenciais de um recém-nascido ainda ictérico. A alternativa correta é a letra D, hipertireoidismo congênito, pois os demais itens são causas comuns de icterícia neonatal. A icterícia do leite materno é transitória e decorrente de uma substância presente no leite materno, a amamentação deficiente pode levar à icterícia por causar aumento da bilirrubina, a icterícia fisiológica é esperada e dura até 2 semanas após o nascimento e a incompatibilidade ABO é uma causa comum de icterícia em casos de mães com sangue tipo O e bebês com sangue A ou B. Já o hipertireoidismo congênito é uma doença rara que pode levar à icterícia, mas não é um diagnóstico diferencial comum em recém-nascidos ictéricos.

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