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Q1783917 Medicina
O diagnóstico de sífilis exige uma correlação entre dados clínicos, resultados de testes laboratoriais, histórico de infecções passadas e investigação de exposição recente. A ocorrência de sífilis neonatal continua sendo importante problema de saúde pública em Santa Catarina. Considera-se tratamento inadequado da gestante com sífilis, com a necessidade de tratamento do recém-nascido, as seguintes situações, EXCETO:
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Tema central: O foco da questão é a identificação do tratamento adequado da gestante com sífilis e quais circunstâncias obrigam o tratamento do recém-nascido. O conhecimento dos critérios de adequação terapêutica segundo os protocolos do Ministério da Saúde é crucial para o manejo clínico correto.

Justificativa da alternativa correta – C: A alternativa C descreve a resposta sorológica esperada após tratamento da sífilis: queda dos títulos não treponêmicos (ex.: VDRL) em pelo menos duas diluições em 3 meses e três diluições em 6 meses. Como indicado no Protocolo Clínico de IST/MS, isso demonstra sucesso terapêutico e, por si só, não exige tratamento do recém-nascido.

Análise das alternativas incorretas:

A) O uso de ceftriaxona IM, mesmo em casos de alergia grave à penicilina, não é considerado tratamento adequado em gestantes, pois apenas a penicilina previne efetivamente a transmissão vertical. Portanto, RN deve ser avaliado e frequentemente tratado (MS, 2022).

B) Mesmo realizada com penicilina benzatina, se a dose, tempo ou esquema for incompleto ou inadequado para a fase, o risco de transmissão e reinfecção persiste. Gestante e RN precisam de reavaliação (Guia de Vigilância em Saúde).

D) Parceiros não tratados adequadamente ou com sorologia desconhecida elevam o risco de reinfecção materna e vertical, exigindo abordagem do binômio mãe-bebê segundo o protocolo vigente (SBP, 2023).

E) Manchas não pruriginosas em mãos/pés sugerem sífilis secundária, requerendo três doses de penicilina benzatina, independentemente da titulação. Dose única é insuficiente, logo, essa situação é considerada tratamento inadequado.

Dicas de prova: Atente-se a pegadinhas em frases como “teste não treponêmico” ou reduções de títulos sorológicos, pois indicam tratamento eficaz e não falha terapêutica. Sempre valorize as recomendações oficiais – segundo o MS, apenas o esquema correto de penicilina, no tempo apropriado, caracteriza tratamento adequado (PCDT IST, p. 80).

Resumo final: A alternativa C é a exceção certa porque expressa uma evolução esperada e adequada da terapia. Todas as demais configuram situações de tratamento inadequado e impõem avaliação/tratamento do neonato.

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A questão se trata da importância do tratamento adequado da sífilis em gestantes para prevenir a sífilis congênita em seus bebês. O diagnóstico da sífilis exige uma correlação entre dados clínicos, resultados de testes laboratoriais, histórico de infecções passadas e investigação de exposição recente. As alternativas A, B, D e E são consideradas casos de tratamento inadequado da gestante com sífilis, o que pode levar à ocorrência da sífilis congênita em seus bebês. A única alternativa que NÃO é considerada tratamento inadequado é a alternativa C, que se refere à diminuição dos títulos de teste em pelo menos duas diluições em três meses, e pelo menos três diluições em seis meses após a conclusão do tratamento da gestante. A diminuição nos títulos dos testes indica a eficácia do tratamento da gestante e reduz o risco de sífilis congênita.

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