A semiologia cardiovascular e respiratória permite a identi...

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Q3952163 Medicina
A semiologia cardiovascular e respiratória permite a identificação de sinais sugestivos de descompensação clínica em pacientes ambulatoriais. Sobre achados do exame físico e suas correlações clínicas, assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a correlação semiológica entre o achado e seu significado clínico: estertores crepitantes finos bibasais, não modificados pela tosse, são compatíveis com congestão venocapilar pulmonar inicial por transudação intersticial/alveolar, o que torna a alternativa D a correta.

Tema central: Semiologia cardiorrespiratória
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque B3 em paciente idoso hipertenso não é achado fisiológico da senescência. Na semiologia cardiovascular, a terceira bulha pode ser fisiológica em jovens, mas em adultos mais velhos sugere sobrecarga volumétrica, dilatação ventricular ou disfunção ventricular, frequentemente em contexto de insuficiência cardíaca.
B
Errada
Está errada por misturar sinais semiológicos diferentes. Sinal de Murphy é dor ou interrupção inspiratória à palpação do hipocôndrio direito, sugestivo de colecistite aguda. Dor à descompressão brusca no ponto de McBurney remete a irritação peritoneal associada à apendicite e não corresponde ao sinal de Murphy. Além disso, a base não sustenta afirmar que um sinal isolado confirme o diagnóstico.
C
Errada
Está errada porque no pneumotórax hipertensivo há ar no espaço pleural, e o achado esperado à percussão é hipersonoridade ou timpanismo, não macicez. Macicez é compatível com líquido ou consolidação, como em derrame pleural ou pneumonia lobar, e por isso contradiz a fisiopatologia do pneumotórax.
D
Certa
A alternativa D está correta porque crepitações finas em bases pulmonares, especialmente quando persistem após a tosse, são achado semiológico compatível com congestão pulmonar inicial. O dado decisivo é não se alterarem com a tosse, o que as afasta de ruídos por secreção brônquica móvel e sustenta a correlação com congestão venocapilar pulmonar.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas de semiologia: tratar B3 como sempre fisiológica, trocar Murphy por sinais de apendicite, confundir macicez com pneumotórax e, sobretudo, ignorar que o detalhe 'não se alteram com a tosse' diferencia crepitações de congestão de ruídos por secreção.
Dica para questões semelhantes
  • Em ruídos pulmonares, valorize se o som muda com a tosse: secreção tende a se modificar; crepitações por congestão costumam persistir.
  • Na terceira bulha, sempre considere idade e contexto clínico: em idosos, B3 favorece sobrecarga volumétrica ou disfunção ventricular, não normalidade.
  • Na percussão pulmonar, ar gera hipersonoridade; líquido ou tecido sólido geram macicez.
  • Em epônimos semiológicos, confira topografia e manobra: Murphy é hipocôndrio direito; McBurney e descompressão dolorosa remetem à apendicite/peritonismo.

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