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TEXTO I


Inclusão não é favor, é direito


A escola que exclui é a escola que não compreende o seu papel social. Incluir não é colocar o “diferente” no mesmo espaço do “normal” para cumprir uma formalidade institucional. Incluir é transformar a escola para que ela atenda a todos, independentemente de suas condições físicas, cognitivas, sociais ou emocionais. 


A inclusão requer mais do que rampas e intérpretes. Requer escuta ativa, práticas pedagógicas flexíveis, formação permanente de educadores e ruptura com a lógica da homogeneização. O diferente não é problema; é oportunidade de aprender e ensinar de outras formas.


Quando a escola se torna um espaço verdadeiramente inclusivo, ela cumpre sua missão de formar cidadãos plenos, conscientes de sua dignidade e do direito de todos à educação. A inclusão, portanto, não é um favor: é um direito — e como tal, deve ser garantido com compromisso, sensibilidade e responsabilidade coletiva.


Autor: José Pacheco (educador português radicado no Brasil, idealizador da Escola da Ponte – Texto adaptado)

Segundo as ideias desenvolvidas no texto I “Inclusão não é favor, é direito”, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Interpretação de texto, com foco em compreensão global, coesão e coerência textual.

Esse tipo de questão exige que o candidato identifique a ideia central do texto e relacione os argumentos principais apresentados pelo autor com as alternativas.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa A (“a verdadeira inclusão envolve escuta, formação docente e práticas flexíveis”) corresponde perfeitamente ao texto. Observa-se no trecho: “A inclusão requer mais do que rampas e intérpretes. Requer escuta ativa, práticas pedagógicas flexíveis, formação permanente de educadores…” — ou seja, a resposta sintetiza, com fidelidade, os pontos essenciais destacados pelo autor.

Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), coerência é a lógica interna do texto. Aqui, o texto sustenta que inclusão depende de medidas profundas, não superficiais. O reconhecimento desses elementos é fundamental para acertos em questões interpretativas.

Análise das alternativas incorretas:

B: Incorreta, pois o texto afirma que inclusão é direito, não favor ou opção, devendo ser garantida independentemente da estrutura física da escola.
C: Falsa, pois o texto critica a insuficiência das práticas atuais e propõe transformação profunda.
D: Equivocada. O autor rejeita a ideia de inclusão vista como “cumprimento de formalidade”; propõe, ao contrário, um processo genuinamente transformador.
E: Errada, pois o texto é claro ao incluir todos os alunos (físicos, cognitivos, sociais, emocionais) e não apenas pessoas com deficiência.

Dicas e estratégias: Atente-se a palavras de inclusão/exclusão (“todos”, “apenas”), e evite respostas que restrinjam ou generalizem de modo inconsistente com o texto. Observe também passagens que resumem a tese. Segundo Cunha & Cintra, a compreensão de conectivos (“portanto”, “quando”, “requer”) é central na identificação dos argumentos-chave.

Resumo: A resposta correta exige leitura global, identificação fiel da tese, análise de coesão de argumentos e atenção aos conceitos de inclusão apresentados pelo autor.

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"A inclusão requer mais do que rampas e intérpretes. Requer escuta ativa, práticas pedagógicas flexíveis...."

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