O manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) exige a a...

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Q3952149 Medicina
O manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) exige a avaliação de lesões em órgãos-alvo e do risco cardiovascular global para a definição terapêutica. Acerca de Atenção integral à saúde do adulto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__) Define-se hipertensão estágio 1 quando a pressão arterial sistólica está entre 140-159 mmHg e a diastólica entre 90-99 mmHg em medidas de consultório.
_) A presença de microalbuminúria em pacientes hipertensos, mesmo sem diabetes mellitus, é um marcador precoce de dano renal e risco cardiovascular aumentado.
(__) Os Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina (BRA) são contraindicados para pacientes hipertensos que apresentam hipertrofia ventricular esquerda documentada.
(__) A meta pressórica para pacientes idosos hígidos acima de 80 anos deve ser mantida abaixo de 120/70 mmHg para evitar eventos isquêmicos cerebrais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A resolução depende de reconhecer, no enunciado, a classificação de HAS em consultório, o valor prognóstico da albuminúria como lesão de órgão-alvo, a ausência de contraindicação dos BRA na hipertrofia ventricular esquerda e a inadequação de meta pressórica universal excessivamente baixa em idosos muito idosos.

Tema central: Classificação da hipertensão e risco cardiovascular
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque transforma em verdadeiras a 3ª e a 4ª assertivas. A 3ª está errada do ponto de vista farmacológico e de conduta: HVE não contraindica BRA. A 4ª também está errada porque fixa meta pressórica excessivamente baixa e universal para todos os pacientes >80 anos, desconsiderando tolerância clínica, fragilidade e risco de hipotensão por tratamento excessivo.
B
Errada
Incorreta porque erra duas afirmações. A 2ª não é falsa: microalbuminúria/albuminúria em hipertenso, mesmo sem diabetes, é marcador de lesão renal precoce, disfunção endotelial e pior prognóstico cardiovascular. A 3ª também não é verdadeira, pois BRA não são contraindicados na presença de HVE documentada.
C
Errada
Incorreta porque nega a classificação clássica da hipertensão em consultório na 1ª assertiva, que é verdadeira: estágio 1 corresponde a 140-159 mmHg de sistólica e/ou 90-99 mmHg de diastólica. Além disso, considera verdadeiras a 3ª e a 4ª, mas ambas são falsas: HVE não contraindica BRA, e meta <120/70 mmHg para todo idoso acima de 80 anos não é regra geral adequada.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne exatamente os quatro juízos técnicos válidos do tema. A 1ª assertiva corresponde à classificação tradicional da hipertensão em consultório: estágio 1 com PAS de 140-159 mmHg e/ou PAD de 90-99 mmHg. A 2ª também é verdadeira, pois albuminúria/microalbuminúria é marcador de lesão renal precoce e de maior risco cardiovascular, inclusive no hipertenso sem diabetes. A 3ª é falsa porque os BRA são anti-hipertensivos usuais que bloqueiam a ação da angiotensina II no receptor AT1, e a presença de hipertrofia ventricular esquerda não os contraindica; ao contrário, podem ser úteis nesse contexto. A 4ª é falsa porque não existe meta universal de manter todo idoso hígido acima de 80 anos abaixo de 120/70 mmHg, já que metas tão baixas podem levar a tratamento excessivo e eventos adversos como hipotensão, síncope, quedas e hipoperfusão.
Pegadinha da questão
A banca explorou quatro confusões reais: trocar classificação de consultório por outros métodos, achar que microalbuminúria só tem valor no diabetes, interpretar a palavra "contraindicados" como se HVE impedisse uso de BRA, e aceitar uma meta pressórica muito baixa e absoluta para todos os pacientes acima de 80 anos.
Dica para questões semelhantes
  • Se a assertiva disser explicitamente "medidas de consultório", use a classificação de consultório e não limiares de MAPA ou MRPA.
  • Albuminúria em hipertenso não diabético continua valendo como lesão de órgão-alvo e marcador prognóstico.
  • Em farmacologia da HAS, diferencie contraindicação verdadeira de contexto clínico em que a droga pode ser útil; HVE não contraindica BRA.
  • Desconfie de metas pressóricas universais e muito estritas em muito idosos; a tolerância clínica e o risco de hipotensão importam.

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