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Q631064 Medicina
Um homem de 40 anos obeso, em tratamento de hipertensão leve, necessitou, nos últimos 30 dias, ser encaminhado, por 4 vezes, do trabalho para o pronto atendimento por apresentar dor precordial em aperto, com grande mal estar e sensação de morte iminente. Em todas as vezes foi dispensado, após a realização de ECG, exames laboratoriais e de imagem normais e orientado a procurar “ajuda psicológica”. Várias drogas têm mostrado eficácia no tratamento medicamentoso desse tipo de distúrbio. Resultados NEGATIVOS, no entanto, foram demonstrados com o emprego de
Alternativas

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Tema Central da Questão: O caso descreve um paciente com episódios de dor precordial acompanhada de sensação de morte iminente e exames cardiológicos normais. Este quadro é clássico de transtorno de pânico, especialmente diante da recorrência e do descarte de causas orgânicas. Saber diferenciar quadros ansiosos de causas orgânicas é essencial para o médico clínico.

Justificativa da Alternativa Correta (B - Anticonvulsivantes):
Segundo o documento “Transtornos de Ansiedade: Diagnóstico e Tratamento”, disponível nas diretrizes nacionais:
“Anticonvulsivantes não demonstraram eficácia significativa no tratamento do transtorno de pânico.”
Esses medicamentos, em sua maioria, são indicados para epilepsias e alguns quadros psiquiátricos específicos, como transtorno bipolar, mas não têm eficácia comprovada para o tratamento de transtornos de ansiedade ou pânico, não sendo recomendados pelas principais diretrizes.

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Inibidores da recaptação de serotonina-norepinefrina: São eficazes em transtornos de ansiedade, inclusive no transtorno de pânico, sendo uma opção terapêutica validada em protocolos.

C) Antidepressivos tricíclicos: Apesar dos efeitos colaterais, estes também mostram eficácia no controle dos sintomas do transtorno de pânico, conforme citado nas diretrizes brasileiras e internacionais.

D) Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS): Formam o tratamento de primeira linha para o transtorno de pânico, recomendados oficialmente pela literatura e diretrizes.

E) Benzodiazepínicos: Podem ser utilizados no início do tratamento para alívio rápido dos sintomas; contudo, devem ser restritos a curto prazo devido ao risco de dependência. Ainda assim, seu efeito é comprovado em crises agudas.

Pontos Críticos e Estratégias de Prova:
Observe o uso de termos como “resultados negativos” e foque na eficácia comprovada por evidências para cada classe de fármacos. Alternativas que envolvem ISRS, ATC ou benzodiazepínicos são reconhecidas nas diretrizes. Anticonvulsivantes não aparecem como recomendação; esse é o detalhe crítico da questão.
Segundo o protocolo oficial:
“Os ISRS são tratamento de primeira linha para o transtorno de pânico. (...) Anticonvulsivantes não demonstraram eficácia significativa...”

Conclusão: Selecione medicamentos sempre de acordo com as recomendações das diretrizes e avalie criticamente cada classe em relação ao transtorno que está sendo tratado.

Gabarito: B) anticonvulsivantes

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Comentários

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A resposta correta para esta questão é a alternativa B - anticonvulsivantes. O paciente apresenta sintomas de dor precordial em aperto, com grande mal estar e sensação de morte iminente, o que pode indicar angina instável ou infarto agudo do miocárdio. O fato de o paciente ser obeso e ter hipertensão leve, além de apresentar resultados normais em ECG, exames laboratoriais e de imagem, pode indicar que seus sintomas são causados por espasmos das artérias coronárias, e não por obstruções significativas. Nesse caso, anticonvulsivantes como a carbamazepina ou a gabapentina podem ser eficazes no tratamento dos espasmos coronários. As outras opções de tratamento mencionadas na questão, como inibidores da recaptação de serotonina-norepinefrina, antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos de recaptação da serotonina e benzodiazepínicos, não têm sido eficazes para esse tipo de distúrbio.

QUE COMENTÁRIO ABSURDO!!

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