Em vários lugares do SUS existem iniciativas de utilização da EPS
como estratégia para implementar, de maneira participativa,
determinadas linhas de ação, tais como trabalho sobre
indicadores, humanização, implementação de ações
programáticas e inclusive certas iniciativas de capacitação. Partese do pressuposto de que somente desde a realidade local e da singularidade dos atores é possível construir processos que
façam sentido e que sejam efetivamente apropriados pelos
trabalhadores em seu cotidiano. Cada local tem produzido certos
movimentos a seu modo. Há movimentos interessantes de
construção de processos formativos pelos próprios municípios
(inclusive de pequeno porte), em que se forjam redes de
sustentação com base nas experiências acumuladas. Mas há
também lugares operando a EPS como estratégia ou como
objeto de ação da própria gestão do sistema e/ou das unidades
de saúde, considerando sobretudo a multiplicidade de projetos
em disputa, por meio de encontros, confrontos e negociações
entre os vários atores/sujeitos do cotidiano do mundo do
trabalho em saúde. De certo modo, sempre há um processo de
aprendizagem envolvido na produção de novos acordos e de
novos arranjos, pois eles são constituídos a partir de uma
ressignificação do cotidiano vivenciado e analisado no coletivo.
Aqui a novidade é que o movimento acontece nos dois sentidos:
a gestão pauta certos temas, mas as equipes pautam outros. E há
trabalho organizado de reflexão e produção de alternativas nos
dois casos. São evidentes as tensões nesse processo:
problematização sobre o processo de trabalho produz
mobilização e questionamentos de várias ordens. Incômodo para
gestão se esta não desejar democratizar processos de decisão ou
não der conta de enfrentar os problemas identificados.
Incômodo para os trabalhadores se usarem seu trabalho vivo em
ato para “escapar” de iniciativas inovadoras que trazem
desconforto (desconhecido, outra agenda etc.), reproduzindo o
modo hegemônico de agir em saúde. Potência para gestão se
esta compreende ser este o espaço privilegiado para
problematizar, desterritorializar, disputar projetos, produzir
novas negociações, construir equipes/coletivos: indispensável
para os que desejam transformar o atual modo predominante de
se produzir saúde. Potência para os trabalhadores se
interessados em trabalhar sua autonomia para produzir
melhores e mais potentes encontros - entre trabalhadores e
entre trabalhadores e usuários.
Considerando o texto, é correto afirmar:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
teste
Parabéns! Você acertou!
Está mandando bem! Treine mais em um simulado completo. Criar simulado