Assinale a alternativa que contenha uma indicação do uso de ...
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Tema central: Esta questão aborda a indicação de corticosteroide no tratamento da pneumocistose (Pneumocystis jirovecii pneumonia, PCP) em pacientes HIV positivos. Reconhecer o momento correto para iniciar corticosteroide é crucial na prática médica, pois impacta diretamente na mortalidade e morbidade desses pacientes.
Justificativa da alternativa correta (B - PaO₂ < 70 mmHg em ar ambiente): De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para HIV do Ministério da Saúde, "indica-se a associação de corticoides ao tratamento de PCP nos casos de PaO₂ < 70 mmHg em ar ambiente ou gradiente alvéolo-capilar > 35 mmHg" (seção 13.2.1). Isso corresponde a um quadro de PCP moderada a grave, com risco aumentado de insuficiência respiratória devido à resposta inflamatória exacerbada nos pulmões. O uso do corticoide visa mitigar esse processo inflamatório, reduzindo complicações. Esta conduta é respaldada por diversos estudos clínicos e amplamente referendada por consensos internacionais.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Tosse produtiva há mais de 3 semanas: A tosse crônica pode indicar diversas doenças, inclusive tuberculose e pneumonia, mas não é critério isolado para uso de corticosteroide na PCP. Fique atento a sintomas inespecíficos que não guiam a conduta terapêutica.
C) Saturação menor que 90%: Embora uma saturação < 90% indique hipoxemia,o critério oficial para uso de corticosteroide é a PaO₂. Saturação pode variar conforme condições clínicas ou técnicas (ex: má perfusão digital), enquanto a PaO₂ é parâmetro mais preciso e normatizado.
D) Contagem de CD4 < 200: CD4 baixo é fator de risco para PCP e outras infecções oportunistas, mas não determina a gravidade atual da doença, nem indica corticosteroide. Pegadinhas como essa exploram conceitos associados, mas não diretamente aplicáveis ao tratamento do quadro agudo.
Dica de prova: Mantenha atenção ao que de fato determina a gravidade clínica. Sempre busque respaldo em exames objetivos (PaO₂, gradiente alvéolo-capilar) e protocolos oficiais em situações controversas.
Referências principais: Protocolo Clínico e Diretrizes do Ministério da Saúde para HIV — Seção 13.2.1. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª edição, também reforça esses critérios.
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