Qual é um dos principais objetivos do preparo cavitário na ...
Gabarito comentado
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Tema central: objetivos do preparo cavitário na Dentística Operatória. O preparo é a remodelação controlada do tecido dental comprometido para receber uma restauração, seguindo os princípios da Odontologia Minimante Invasiva (MID): remover apenas o tecido doente, preservar ao máximo a estrutura sadia, garantir selamento, função e longevidade.
Alternativa correta – C) Preservação da estrutura dentária remanescente
Esse é um princípio basilar do preparo moderno, sustentado pela adesão dentinária/esmalte que permite preparos conservadores. Preservar esmalte íntegro, dentina pericervical e cristas marginais melhora a resistência do dente, reduz risco de fratura e sensibilidade, e favorece o selamento periférico da restauração. Em lesões cavitadas, prioriza-se remoção de dentina infectada e a preservação de dentina afetada potencialmente remineralizável (seleção de remoção), de acordo com os consensos atuais.
Exemplo prático: Em classe II de resina composta, opta-se por caixa proximal mínima, preservando a crista marginal quando possível; dispensa-se retenções macromecânicas, pois o sistema adesivo oferece retenção suficiente. Resultado: dente mais forte e menor sensibilidade pós-operatória.
Por que as demais estão incorretas?
A) Remoção do esmalte adjacente à cavidade – O objetivo é o oposto: manter esmalte saudável para ancoragem adesiva e resistência estrutural. Bevels (biséis) são seletivos e indicados conforme material e localização, não se remove esmalte íntegro indiscriminadamente. Remover esmalte sadio enfraquece o dente e piora o prognóstico.
B) Minimização da retenção da restauração – O preparo deve garantir retenção e resistência adequadas ao material. Na era adesiva, busca-se retenção micromecânica/química com mínimo desgaste, mas nunca “minimizar” a retenção; ao contrário, otimiza-se por adesivos corretos, forma oclusal favorável e selamento marginal.
D) Aumento da sensibilidade dental pós-tratamento – Meta clínica é reduzir sensibilidade e proteger o complexo dentino-pulpar: corte com refrigeração, evitar overdrying da dentina, adesão imediata bem realizada e uso criterioso de liners apenas quando indicados. Provocar sensibilidade contraria a boa prática.
Estratégia de prova: Diante de alternativas sobre objetivos do preparo, prefira enunciados que expressem biopreservação, selamento e longevidade. Desconfie de opções que incentivem remoção excessiva de tecido sadio ou que aumentem riscos biológicos (sensibilidade/pulpite).
Referências-chave: Sturdevant’s Art and Science of Operative Dentistry (cap. de princípios do preparo conservador); FDI Policy Statement on Minimal Intervention in Cariology; Mount & Hume – Preservation and Restoration of Tooth Structure; Opdam et al., evidências de longevidade de restaurações adesivas; consensos de remoção seletiva de cárie (Ericson et al.).
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