Sobre o tratamento do tumor estromal gastrointestinal (GIST...

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Q4069883 Medicina
Sobre o tratamento do tumor estromal gastrointestinal (GIST) metastático, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão é decidida pelo critério formal de resposta parcial de Choi no GIST em uso de TKI: redução de pelo menos 10% no tamanho tumoral ou de pelo menos 15% na densidade em HU, com ausência de novas lesões. A alternativa A reproduz esse critério; as demais contradizem o manejo do GIST metastático com sunitinibe, imatinibe e o perfil mutacional PDGFRA D842V.

Tema central: GIST metastático
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o critério radiológico validado de resposta parcial pelos critérios de Choi, usado no GIST em tratamento com TKI. Nesse contexto, a resposta pode se manifestar não apenas por redução do tamanho, mas também por queda da densidade tumoral na tomografia. Por isso, o critério é redução maior ou igual a 10% do tamanho ou maior ou igual a 15% da densidade em HU, com ausência de novas lesões. Esse é exatamente o ponto técnico cobrado.
B
Errada
Está errada porque transforma o esquema intermitente de sunitinibe 50 mg/dia por 4 semanas com 2 semanas de pausa em única opção válida. A base afirma que a dose contínua de 37,5 mg/dia é alternativa validada e aceita em diretrizes. Portanto, o erro não está em citar o esquema clássico, e sim em negar validade ao regime contínuo.
C
Errada
Está errada porque recidiva metastática após o término do imatinibe adjuvante não prova resistência adquirida nem contraindica sua reintrodução. A base destaca a diferença entre recaída após interrupção do TKI e progressão durante uso ativo do TKI. Se a mutação for sensível, a reintrodução do imatinibe é prática aceita nesse cenário.
D
Errada
Está errada porque progressão limitada e ressecável durante uso de imatinibe não impõe troca obrigatória para segunda linha após a cirurgia. A base informa que essa progressão focal pode representar clone resistente localizado, mantendo-se benefício do mesmo TKI sobre os demais focos sensíveis. Assim, após tratamento local, pode-se manter o imatinibe em vez de mudar automaticamente de linha.
E
Errada
Está errada porque a mutação PDGFRA D842V confere resistência primária ao imatinibe, e não alta sensibilidade. Esse é um determinante farmacogenômico de conduta no GIST metastático, e a alternativa inverte exatamente esse dado.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: nos critérios de Choi, a resposta parcial usa "ou" entre redução de tamanho e redução de densidade, e no GIST metastático nem toda progressão focal ou toda mutação permite concluir falha global do imatinibe.
Dica para questões semelhantes
  • Em GIST sob TKI, diferencie resposta morfológica de resposta biológica: critério de Choi aceita redução do tamanho ou da densidade tumoral.
  • Não trate esquema clássico como esquema exclusivo: no sunitinibe, a posologia contínua validada também precisa ser lembrada.
  • Separe progressão localizada de falha sistêmica difusa; na oligoprogressão ressecável, pode haver manutenção do mesmo TKI.
  • Sempre cheque o perfil mutacional antes de assumir sensibilidade ao imatinibe; PDGFRA D842V é marcador de resistência primária.

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