A semiologia e o tratamento das afecções pulpares são aspec...
A semiologia e o tratamento das afecções pulpares são aspectos cruciais da odontologia conservadora. Durante a avaliação, sinais como dor espontânea, sensibilidade ao frio e ao calor, bem como testes de vitalidade pulpar são fundamentais para diagnosticar problemas pulpares.
Qual dos seguintes procedimentos NÃO é utilizado no tratamento de afecções pulpares?
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Tema central: semiologia e tratamento das afecções pulpares. O diagnóstico pulpar baseia-se em história de dor, testes térmicos (frio/calor), teste elétrico, percussão/palpação e achados radiográficos para classificar em polpa normal, pulpite reversível, pulpite irreversível, necrose e condições periapicais (AAE, 2021; Cohen’s Pathways of the Pulp, 12ª ed.).
Alternativa correta: A – Exodontia
Justificativa: a exodontia remove o dente, não a doença pulpar em si, portanto não é uma terapia pulpar. É indicada quando o dente é irrestaurável, há fratura radicular, comprometimento periodontal severo ou impossibilidade de tratamento endodôntico. Diretrizes da ESE e AAE priorizam terapias conservadoras (terapia pulpar vital ou endodontia) sempre que o dente for restabilizável (ESE, 2019; AAE, 2021).
Estratégia de prova: destaque mentalmente o termo “tratamento de afecções pulpares”. Procedimentos que mantêm o dente e tratam a polpa (capeamento, pulpotomia/pulpectomia) são válidos. Extração é armadilha frequente. Outro detalhe: restauração não trata a polpa diretamente, mas é parte essencial do manejo por garantir o selamento coronário.
Análise das demais alternativas
B – Capeamento pulpar direto: é terapia pulpar vital, indicada em exposições pequenas com polpa vital e inflamação reversível, especialmente em jovens. Requer hemostasia e uso de cimentos biocerâmicos (p.ex., MTA, silicato de cálcio), que promovem ponte dentinária e alta taxa de sucesso (ESE, 2019/2021; Cohen). Logo, é procedimento típico no manejo de afecções pulpares.
C – Pulpectomia: é o tratamento endodôntico (remoção completa da polpa da câmara e canais, preparo, desinfecção e obturação). Indicado em pulpite irreversível e necrose pulpar em dentes permanentes; em decíduos, quando há comprometimento radicular. É padrão-ouro para eliminar infecção intrarradicular e preservar o dente (AAE, 2021; Ingle’s Endodontics).
D – Restauração com amálgama: não trata a polpa diretamente, mas integra o plano de cuidado das afecções pulpares ao fornecer selamento coronário eficaz, essencial para o sucesso da terapia pulpar vital e da endodontia, reduzindo infiltração e falhas (ESE Quality Guidelines, 2019). Assim, é parte do tratamento do caso endodôntico.
Pearls clínicos: dor espontânea, resposta prolongada ao frio/calor e dor à mastigação sugerem pulpite irreversível ou envolvimento periapical; nesses casos, opte por pulpectomia. Em exposições controladas sem sinais de irreversibilidade, considere capeamento ou pulpotomia parcial. Preserve o dente sempre que restaurável.
Referências essenciais: AAE Consensus Statements (2021); European Society of Endodontology Quality Guidelines (2019) e VPT Consensus (2021); Cohen’s Pathways of the Pulp, 12ª ed.; Ingle’s Endodontics.
Gabarito: A
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